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Covid-19: Cartilha da GoiásFomento orienta como pleitear crédito

16 de abril de 2020 às 13:12
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Nesta época de pandemia, empreendedores goianos de micro, pequeno e médio portes, além de microempreendedores individuais (MEI), podem se informar sobre as linhas de crédito disponíveis na Agência de Fomento de Goiás (GoiásFomento) e também como pleitear acesso aos recursos por meio de uma cartilha, disponível no site da instituição financeira (http://www.goiasfomento.com/).

A informação é do presidente da agência, Rivael Aguiar, que concedeu entrevista na manhã de segunda-feira (13/04) ao radiojornal O Mundo em sua Casa, das Rádios Brasil Central AM e FM. No mês passado a instituição disponibilizou montante de R$ 500 milhões, em cinco linhas de crédito distintas para os empreendedores goianos nesse momento da pandemia. Rivael estima que será possível atender em torno de 10 mil empreendimentos.

Na entrevista, o presidente esclareceu sobre o atendimento aos clientes durante o período de isolamento social determinado pelo avanço do coronavírus. “Estamos fazendo o atendimento on line, por telefone e por e-mail”, disse. Segundo ele, se o interessado acessar o site da GoiásFomento, encontrará um link que dá acesso à cartilha, que contém informações para dirimir dúvidas e ainda poderá avaliar as linhas de financiamento mais adequadas.

O empreendedor pode fazer o download dos formulários e preenchê-los. No site, há ainda um link onde é possível fazer o upload de todos os documentos que ele precisa enviar, explicou o presidente da GoiásFomento. Em caso de dúvidas, ele pode buscar atendimento telefônico pelo telefone (62) 3216-4900 ou pelo e-mail atendimento@goiasfomento.com. Se for necessária consultoria, estão disponíveis ainda os canais de atendimento do Sebrae e da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços.

Linhas de crédito

Ainda no mês de março, a GoiásFomento anunciou uma série de medidas para estimular a economia local em meio à pandemia. Entre elas, uma linha de crédito específica para o setor do turismo, que atende os estabelecimentos localizados nos 78 municípios goianos que fazem parte da Rota do Turismo e tenham o Cadastur. Outra linha de financiamento é específica para pessoa física, no valor de até R$ 15 mil. O presidente citou também o Microcrédito Pessoa Jurídica, que oferece até R$ 21 mil; e o Crédito Produtivo, uma linha que vai de R$ 1 mil a R$ 80 mil. Outra opção é o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

Sobre as taxas de juros e prazos de pagamento, Rivael Aguiar informou que na linha de crédito do Turismo é de 7% ao ano, mais o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com prazo de até 48 meses para pagar com seis meses de carência. No FCO, os juros são pós-fixados, em média 6,48% ao ano, com 36 meses de prazo de pagamento e 6 meses de carência. Nas outras linhas (Microcrédito e CredFomento) os juros são de 1,44% ao mês, com um ano para pagar.

Quanto às garantias, Rivael Aguiar informou que até R$ 50 mil não é exigida garantia real. O próprio sócio é avalista da empresa, ou ele pode também trazer algum avalista. Se tiver imóvel, também pode utilizar. “Não exigimos o imóvel como obrigatório”, disse. Em financiamentos com valores acima de R$ 50 mil é exigida garantia real, afirmou.

Comércio

Na semana passada, o Aguiar realizou uma videoconferência com o presidente da Associação dos Lojistas da 44, Jairo Gomes, tratando sobre a liberação das linhas de crédito emergenciais, que tem como principal público o perfil dos microempresários da Região 44. Ele explicou, seguindo a orientação do governador Ronaldo Caiado, que a agência promoveu uma importante desburocratização dos processos, facilitando o acesso às linhas de crédito operadas pela GoiásFomento.

Entre as medidas estão o fato de a agência de fomento não estar mais exigindo a taxa de alvará de 2020, só de 2019. Também não está mais exigindo a licença ambiental e nem questionário socioambiental para empréstimos até R$ 100 mil. As exigências de certidões, garantias e SPC-Serasa para concessão de crédito obedecem às normas do Banco Central. A GoiásFomento informa ainda que solicitou junto ao Banco do Brasil autorização para operar a linha de crédito do FCO para capital de giro, com juros de 2,5% ao ano e carência até dezembro de 2020.

Desde o último dia 23 de março, quando foi autorizada a liberação dos R$ 500 milhões de reais para as linhas de crédito emergenciais, até a última quinta-feira, 9, já foram aprovados R$ 8,2 milhões de empréstimos, a juros reduzidos e alguns subsidiados. Também neste período, a GoiásFomento já recebeu mais de R$ 23 milhões em propostas que estão em análise. Outros R$ 10 milhões aguardam o Fundo de Aval, um seguro de crédito para quem não tem avalista. Para o fundo de Aval, a GoiásFomento está fechando detalhes com a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços.

Fonte: Ascom/GoiásFomento