ABDE empossa novo Conselho Consultivo durante Fórum em Recife

Corpo estratégico reúne representantes de instituições financeiras, academia e setor público para ampliar o diálogo e fortalecer o Sistema Nacional de Fomento Durante o Fórum Debate ABDE – Nordeste: Oportunidades de Investimentos e Desafios Regionais, realizado nesta quarta-feira (17), no Recife (PE), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) promoveu a cerimônia de posse de seu novo Conselho Consultivo. Realizada na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PE), em parceria com a Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan), a solenidade marcou a ampliação do espaço de diálogo da instituição com a sociedade e a integração de diferentes perspectivas às decisões estratégicas do Sistema Nacional de Fomento (SNF). A presidente da ABDE, Maria Fernanda Coelho, conduziu a entrega dos certificados aos integrantes do Conselho, que terão a missão de apoiar a diretoria na formulação de políticas, no fortalecimento da rede de fomento e na identificação de caminhos para ampliar o desenvolvimento sustentável no Brasil. Segundo Maria Fernanda Coelho, a criação e o fortalecimento do Conselho Consultivo representam um avanço institucional para a ABDE. “Esse colegiado é uma ferramenta estratégica de diálogo que contribui para fortalecer o Sistema Nacional de Fomento e ampliar as ações de desenvolvimento no país”, afirmou. Entre os nomes empossados está o do diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Barbosa, que, mesmo não estando presente à solenidade, já recebeu o certificado de posse. Barbosa tem trajetória reconhecida como economista, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, além de professor da UnB e da FGV. CONSELHO – O Conselho Consultivo é composto por representantes de diferentes áreas, como o setor financeiro, a academia, a gestão pública e o setor empresarial, o que reforça seu caráter plural e estratégico. Passaram a integrar o colegiado:• Sérgio Gusman, presidente da AgeRio, com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro.• Ari Rabaiolli, presidente do Badesc e empresário com atuação destacada no setor de logística e transporte.• Nelson Barbosa, diretor de Planejamento do BNDES, economista e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento.• José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial, referência em previdência complementar.• Marco Aurélio Crocco, economista e professor titular da UFMG, especialista em desenvolvimento regional e finanças verdes.• Gilberto Perre, secretário-executivo da Frente Nacional de Prefeitos, com ampla experiência em articulação federativa.• Manoel Pires, professor da FGV e coordenador do Observatório de Política Fiscal do Ibre.• Tânia Bacelar, economista e professora emérita da UFPE, referência em desenvolvimento regional.• Rosilda Prates, presidente da P&D Brasil, defensora da inovação tecnológica e da inclusão feminina no Mercosul.• Joisa Dutra, diretora do Centro de Regulação em Infraestrutura (FGV CERI), especialista em energia e regulação com atuação internacional.
Lideranças nacionais e estaduais defendem mais crédito para destravar potencial produtivo do Nordeste

Durante o fórum realizado pela ABDE no Recife (PE), setores como agroindústria, inovação e infraestrutura foram temas centrais Representantes do segmento empresarial, do setor público e de instituições financeiras defenderam o aumento dos investimentos, a ampliação do crédito e o fortalecimento das parcerias público-privadas como caminhos para transformar o potencial produtivo do Nordeste em crescimento sustentável e inclusão social. O debate, promovido nesta quarta-feira (17), durante o Fórum Debate ABDE – Nordeste: Oportunidades de Investimentos e Desafios Regionais, ocorreu no Recife (PE), na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PE), em parceria com a Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan). Durante o primeiro painel , o moderador Paulo Costa, diretor-presidente da Desenbahia, destacou o papel estratégico da agroindústria para o crescimento da região. “Podemos destacar que o setor da agroindústria é cada vez mais inovador, eficiente e comprometido com a sustentabilidade”, afirmou. “Deveríamos investir mais ou menos 20% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil. Hoje estamos perto de 16%, 17%, o que é pouco em relação a quem cresce muito e a gente precisa crescer. O desenvolvimento tem como condição necessária a realização de investimentos”, completou. A presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Fátima Torres, reforçou o protagonismo da agricultura familiar no Nordeste. “A agricultura familiar está pronta, tem buscado se organizar através das redes de cooperativa e temos o exemplo da Unicafes Bahia, que tem buscado apoio e investimento e tem dado resposta em termos de desenvolvimento de produtos, de geração de trabalho e renda e também de inclusão social, principalmente da juventude e das mulheres no trabalho”, destacou. Na parte da tarde, a discussão sobre inovação foi marcada pela fala do diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos de Souza, que destacou a necessidade de criar um ambiente favorável ao avanço tecnológico no país. “Precisamos ter uma base. Fortalecer a educação, fortalecer as universidades, criar parques tecnológicos mesmo no Norte do país”, disse. Ele também citou exemplos de iniciativas que já estão em curso. “É verdade que nós temos poucas deep techs ainda aqui do Nordeste, mas já estão surgindo algumas. O ‘barco voador’, por exemplo, é uma deep tech na qual apostamos: um projeto de jovens do Amazonas que foram fazer mestrado no ITA e voltaram com a proposta de desenvolver um barco para enfrentar a dificuldade de transporte no Rio Amazonas, utilizando o efeito solo. É um projeto de sucesso”, completou, ao informar que há vários investidores interessados em financiar a iniciativa. Encerrando a programação, a mesa dedicada ao varejo, turismo e infraestrutura foi moderada por Márcia Maia, diretora-presidente da Desenvolve RN. “Esse é um tema bastante relevante para o desenvolvimento sustentável na nossa região Nordeste. A proposta desse painel é abrir um diálogo de forma colaborativa, um diálogo também prático e com resultados, no sentido de que possamos sair daqui com ideias que contribuam para proporcionar um desenvolvimento econômico, social e inclusivo ainda mais forte para o Nordeste”, afirmou. Durante a mesa, o diretor da Caixa, Jean Benevides, enfatizou o papel das parcerias público-privadas (PPPs) na modernização da infraestrutura. “Sem o setor privado e sem a parceria público-privada, a gente não tem condição de sequer recuperar a infraestrutura que o Brasil precisa, quanto mais construir as novas infraestruturas necessárias para o desenvolvimento. Não temos como fugir desse modelo”, ressaltou. Segundo ele, já foram estruturadas 88 PPPs na região, sendo 36 delas em iluminação pública, com investimento privado de R$ 1,5 bilhão, atendendo 7 milhões de habitantes.
ABDE e Fomento Paraná realizam visita técnica ao Banco do Nordeste (BNB), em Fortaleza/CE

Na última quinta e sexta-feiras, os dias 4 e 5 de setembro, a ABDE e a Agência de Fomento do Paraná (Fomento Paraná) realizaram uma visita técnica ao Banco do Nordeste (BNB), em Fortaleza/CE, no âmbito da cooperação com a GIZ, com o objetivo de conhecer de perto os programas Crediamigo e Agroamigo, considerados referências no cenário de microcrédito da América Latina. Durante a agenda, as equipes do BNB receberam a comitiva da ABDE e da Fomento Paraná, proporcionando um ambiente de troca institucional muito produtivo. Houve reuniões de trabalho, apresentações e visitas aos escritórios regionais do Crediamigo e do Agroamigo, e na sede do BNB, que permitiram compreender de forma mais aprofundada o funcionamento e o impacto desses programas, compartilhar práticas, desafios e aprendizados que fortalecem o papel das instituições de fomento no apoio ao microcrédito produtivo e ao desenvolvimento econômico e social da região. Estiveram presentes na comitiva: pela ABDE, o gerente Sustentabilidade, Economia e Inovação da ABDE, Eduardo Djanikian e a analista de Sustentabilidade, Economia e Inovação da ABDE, Paula Verlangeiro Vieira; pela GIZ, o assessor técnico da GIZ, José Henrique Lima; e pela Fomento Paraná, o assessor de Planejamento e Gestão Estratégica da Fomento Paraná, Gustavo Alexandre Duda Mattana, o analista da Gerencia de Riscos da Fomento Paraná, Joaquim Batista da Silva Neto, coordenador de Atendimento da Gerencia de Mercado da Fomento Paraná, Bernardo Damazio Trinchero, e o assistente técnico da Gerencia de Mercado da Fomento Paraná, Conrado Ferreira de Lima. Na quinta-feira (04), a comitiva visitou a Unidade Crediamigo Itaperi, onde houve troca de experiências com os agentes de crédito, coordenador da unidade e o Gerente de Negócios do escritório (Eudes). À tarde fomos à sede do BNB para uma palestra e troca de experiências com a equipe Crediamigo. Durante a visita, participaram Erick Oliveira, coordenador do Crediamigo, Alan Souza, gerente de Negócios, Alexandre Cavalcante, gerente de Expansão da Operação, responsável por identificar vazios mercadológicos para a abertura de novos estabelecimentos com menor custo, Carol da Costa, gerente de Tecnologia, e Helton Chagas Mendes, superintendente do Crediamigo do BNB. Já na sexta-feira (04), as equipes foram à Unidade do Agroamigo de Cascavel, em uma palestra sobre o programa em uma Associação Comunitária da região, onde tiveram a experiência de conhecer a comunidade local interessada no programa, além de empresários locais produtores de cajuína e castanha, que já haviam participado de alguns ciclos do Agroamigo. Após essa experiência, a equipe foi, no período da tarde, à sede do BNB para conhecer a equipe do Banco responsável pelo programa. Participaram dessa reunião Rachel e Renata, gerentes da área e Luiz Sérgio Farias Machado, superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do BNB. Informações gerais sobre os programas: O Crediamigo é o maior programa de microcrédito produtivo orientado da América Latina e referência no Brasil. Criado em 1998 pelo Banco do Nordeste, o programa tem como propósito oferecer crédito simplificado a microempreendedores formais e informais, com foco em apoiar a geração de renda, a formalização de negócios e a inclusão produtiva. Seu modelo combina o financiamento com orientação técnica, fornecendo acompanhamento próximo aos clientes para garantir o uso adequado dos recursos. O Crediamigo é particularmente relevante porque se concentra em públicos de baixa renda, que tradicionalmente têm pouco ou nenhum acesso ao sistema financeiro formal. Já o Agroamigo, lançado em 2005, é o programa de microcrédito produtivo orientado voltado especificamente para o meio rural. Ele busca fortalecer a agricultura familiar, apoiando pequenos produtores que desejam investir em atividades agrícolas e não agrícolas, com linhas que permitem tanto o custeio da produção quanto a aquisição de equipamentos e melhorias de infraestrutura. O Agroamigo atua em consonância com as políticas públicas federais de apoio ao pequeno produtor, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando as possibilidades de acesso ao crédito no campo.
ABDE promove 24º Seminário de Gestores de Recursos Humanos e Reunião de Comissão

A ABDE realizou, nesta quinta e sexta-feira, 04 e 05 de setembro, o 24º Seminário de Gestores de Recursos Humanos, que aconteceu na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. Estiveram presentes mais de 30 participantes, com representantes de diversas instituições financeiras de desenvolvimento: BNDES, Finep, Banco do Nordeste, AgeRio, Fomento Tocantins, BDMG, BRDE, Bandes, Desenvolve RN e Desenbahia. A abertura contou com a participação do diretor executivo da ABDE, André Godoy, da diretora de Recursos Humanos do BNDES, Helena Tenório, da gerente de Recursos Humanos do Bandes e coordenadora da Comissão de Recursos Humanos da ABDE, Daniela Cristina Queiroz Cavalieri, e da gerente de Relações Institucionais da ABDE, Cristiane Viturino. As palestras e debates discutiram os desafios de inclusão de diversidades e gerações, a inteligência artificial, as mudanças tecnológicas e os seus impactos no mercado de trabalho, transformação digital, estratégias de endomarketing para engajar as equipes de trabalho e como aplicar comunicação não violenta e assertiva nas relações institucionais. Desafios para o futuro, Inteligência artificial, e transformação digital foram os temas da manhã do primeiro dia A primeira conversa foi sobre “Os desafios do RH, como se preparar agora para o futuro?”, promovida por Helena Tenório, diretora de RH do BNDES. Ela compartilhou a experiência para a inclusão dos servidores selecionadores no novo concurso público do Banco, falou sobre os desafios de inclusão de gênero, diversidade e geracional, e apresentou algumas formas de como o BNDES realiza o treinamento de gerentes e a comunicação institucional. A segunda palestra foi sobre o tema “Inteligência Artificial e seus impactos no RH”, realizada pela Marcilene Scantamburlo, CEO e Fundadora da MentorApp, que explicou o conceito de inteligência artificial e de análise de dados, e mostrou como utilizar a IA e tecnologias para ajudar e facilitar as funções dos Recursos Humanos na prática, como auxílios para montar testes e dinâmicas para vagas, sugestões de textos para divulgação de cargos. Marcilene refletiu sobre as mudanças tecnológicas e o impacto no mercado de trabalho. Murilo Maciel, diretor Xtech da Consultoria BIP, trouxe a apresentação sobre “People Analytics no RH Público – Casos reais de uso e resultados”, onde apresentou o uso de novas tecnologias para facilitar os processos do RH e os resultados de pesquisas sobre casos de uso dessas tecnologias no setor público, além de promover um debate sobre futuro da gestão de pessoas. Finalizando a parte da manhã, Bruno Bondarovsky, engenheiro de computação que liderou a iniciativa de transformação digital da Prefeitura do Rio, apresentou “Como institucionalizar a cultura da transformação digital? Boas práticas, recursos e iniciativas que favorecem a virada de mentalidade do físico para o digital”, onde falou sobre estratégias sobre proteção de dados e inclusão de tecnologia na comunicação interna. Endomarketing, comunicação não violenta e preparação de lideranças foram os temas da parte da tarde À tarde, Camila Lustosa, diretora de Estratégia e Conteúdo na Santo de Casa Endomarketing, trouxe a discussão “Endomarketing de RH: Como vender as entregas do RH?”, onde apresentou as melhores formas de trabalhar o endomarketing para engajar as equipes de trabalho, estratégias de vender os resultados do RH para o resto da empresa, e trouxe um exemplo de estudo que mostrava os dados das principais preocupações dos profissionais em relação ao trabalho. “Comunicação Não Violenta e Assertiva nas Relações Institucionais – Promovendo ambiente com segurança psicológica” foi tema da palestra ministrada por Renata Kurtz, sócia da Livre Docência Tecnologia Educacional, consultora de RH, e professora na UERJ e na PUC-Rio. Ela falou sobre a importância de aplicar uma comunicação não violenta e assertiva nas relações entre o RH e outros profissionais com exemplos na prática. Para finalizar o primeiro dia de evento, ocorreu a palestra online sobre “Planejamento Sucessório no Serviço Público – Como preparar lideranças futuras?”, realizada por Camila Pozzer, psicóloga e especialista em Gerenciamento de Risco e Compliance, que explorou o tema sobre as melhores práticas de preparar as lideranças. Profissionais do Baby Boomer à geração Z, NR-1 na prática e Boas práticas de gestão e comunicação foram os temas do segundo dia Três debates finalizaram o segundo dia do evento. O primeiro foi sobre “Relação entre gerações no trabalho: da autoridade ao diálogo colaborativo”, ministrada por Mario Rubens Carneiro, professor e pesquisador da UFRJ, com experiência em consultoria, treinamentos corporativos e docência em MBAs na FGV. O debato foi recheado de informações atuais sobre as melhores formas do RH lidar com profissionais da geração Baby Boomer à geração Z. A segunda palestra do dia foi sobre a temática “NR-1 na Prática: Cultura de Segurança e os Desafios da Nova Regulamentação”, por Ana Luiza Horcades, auditora-fiscal do Trabalho. Ela trouxe diversos esclarecimentos sobre a nova regulamentação, que é importante para prevenir doenças e acidentes de trabalho, especialmente focados na promoção de saúde mental dentro das empresas, além de tirar diversas dúvidas dos participantes. Por fim, a última discussão do encontro foi uma dinâmica em grupo sobre “Boas práticas de gestão e comunicação no RH público”, feita por Anderson Ortiz, professor doutor de Publicidade e Propaganda da UFF, que explicou a importância de uma comunicação institucional clara e funcional entre o RH e as outras gerências para o bom funcionamento das instituições. ABDE promove reunião de Comissão de Recursos Humanos Na parte da tarde desta sexta-feira (05), ocorreu a reunião de comissão de Recursos Humanos da ABDE, também sede do BNDES. A abertura contou com a participação da gerente de Recursos Humanos do Bandes e coordenadora da Comissão de Recursos Humanos da ABDE, Daniela Cristina Queiroz Cavalieri, e da gerente de Relações Institucionais da ABDE, Cristiane Viturino. A reunião híbrida contou com os representantes do Ministério do Trabalho e Emprego Benício Ribeiro Franco Neto, Luiz Antônio Medeiros de Araújo e Zander Gonçalves da Silva, que esclareceram dúvidas dos profissionais de recursos humanos das instituições financeiras de desenvolvimento sobre a utilização do eSocial.
Estudo inédito mapeia 159 mecanismos de financiamento para a bioeconomia na Amazônia Legal

Levantamento revela diversidade de instrumentos, gargalos de acesso e soluções inovadoras para impulsionar o desenvolvimento sustentável na região Um diagnóstico inédito sobre o ecossistema de financiamento da bioeconomia na Amazônia Legal foi lançado, neste mês, a partir de uma parceria entre a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a rede Uma Concertação pela Amazônia, a Frankfurt School of Finance and Management e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O estudo mapeou 159 mecanismos financeiros e 111 instituições que atuam na região, com foco em identificar formatos, lacunas e oportunidades estratégicas para ampliar o alcance e a eficácia do crédito e dos investimentos voltados ao setor. A pesquisa adotou um recorte abrangente, que inclui tanto a bioeconomia em sentido amplo quanto a sociobioeconomia — segmento baseado na valorização da sociobiodiversidade e protagonizado por povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. Do total de mecanismos levantados, 23% são exclusivos para bioeconomia, 28% atendem a comunidades locais, sendo 13% referentes a instrumentos exclusivos para bioeconomia em base comunitária. O levantamento revelou um ecossistema institucional diverso, mas ainda fragmentado. A filantropia nacional aparece como o ator com maior presença (29%), sendo que 46% de sua atuação é direcionada à sociobioeconomia. Bancos e agencias públicas de fomento públicos exercem papel estruturante: cerca de 50% dos mecanismos que operam são exclusivos para Amazônia Legal e 33% desses têm foco direto na sociobioeconomia. Já o capital empreendedor, apesar do potencial para inovação escalável, tem baixa aderência a iniciativas comunitárias (11%). Entre as soluções inovadoras identificadas nos estudos de caso, destacam-se garantias estruturadas, fundos híbridos, hubs territoriais, uso de projetistas locais, governança compartilhada e plataformas de cofinanciamento. Essas iniciativas mostram como arranjos adaptados à realidade amazônica podem ampliar o alcance do financiamento, reduzir riscos e aproximar recursos de empreendedores e comunidades. Apesar dos avanços, persistem gargalos: burocracia, falta de informações claras sobre produtos financeiros, dificuldades logísticas e fundiárias e taxas de juros incompatíveis com o tempo de retorno dos negócios de base comunitária. O estudo recomenda a criação de uma estratégia nacional de financiamento à bioeconomia, capaz de articular fontes públicas, privadas, filantrópicas e multilaterais, estabelecer prioridades territoriais e fortalecer a presença de financiadores junto a comunidades locais. Para a secretária-executiva de Uma Concertação pela Amazônia, Lívia Pagotto, compreender a pluralidade das “Amazônias” e das diferentes bioeconomias é essencial para direcionar recursos de forma efetiva. “Mapeamos mais de 150 mecanismos e conseguimos enxergar como eles chegam — ou não — à realidade do território. Vemos avanços, mas ainda com grandes ajustes a fazer para consolidar esse campo em desenvolvimento”, afirmou. A consultora da Frankfurt School, Débora Masullo, reforçou que o estudo não analisou volumes de recursos, mas aprofundou a compreensão sobre a diversidade de instrumentos e gargalos para a bioeconomia. “Somente 23% dos mecanismos mapeados são exclusivos para bioeconomia, e, dentro da sociobioeconomia, esse percentual cai para 13%. Isso mostra o desafio e, ao mesmo tempo, a oportunidade de expandir o alcance de instrumentos adaptados às comunidades tradicionais e agricultores familiares”, explicou. O diretor-executivo da ABDE, André Godoy, detalha que a realização do estudo está inserida em uma jornada de pesquisas e eventos da ABDE até a COP30, em Belém. “Este trabalho cristaliza o propósito de identificar problemas, trazer soluções e reunir os diversos setores da sociedade para transformar desafios em oportunidades”, finalizou. O relatório completo está disponível em https://concertacaoamazonia.com.br/estudos/financiamento-da-bioeconomia/
ABDE e AFD promovem evento de troca de experiências entre instituições de desenvolvimento do Brasil e da França
A ABDE esteve nesta quinta-feira (02/10) na sede da Agência de Fomento do Estado de São Paulo (DEsenvolve SP) , em São Paulo/SP, promovendo, em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento e com a Frankfurt School , um evento híbrido de troca de experiências entre instituições de desenvolvimento do Brasil e da França. A iniciativa, que integra um acordo de cooperação técnica entre as instituições, tem como objetivo fomentar o intercâmbio de ideias e sugestões, fortalecendo a atuação das IFDs em ambos os países. Durante o encontro, foram debatidas estratégias de financiamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), além do panorama e perspectivas sobre emissões de Títulos Verdes. Participaram do evento o responsável da Divisão Sistemas Financeiros das AFD, Paulo Simplicio, o gerente de Sustentabilidade, Economia e Inovação da ABDE, Eduardo Djanikian; a técnica do setor, Luiza de Sousa; a consultora da Frankfurt School, Débora Masullo; e o superintendente de Sustentabilidade e Impacto da Agência de Fomento do Estado de São Paulo, Stefano Gatti, além de cerca de 40 representantes de instituições de desenvolvimento.