Cred Folia impulsiona empreendedores e fortalece a economia do Carnaval em Pernambuco

O Carnaval pernambucano movimenta muito mais do que blocos e troças. Ele gera renda, cria oportunidades e alavanca milhares de pequenos negócios espalhados do Litoral ao Sertão. Por trás das fantasias, dos adereços coloridos, das bebidas geladas, da comida típica e da hospedagem dos turistas, estão empreendedores que começam a trabalhar bem antes do frevo tomar conta das ruas. Atento a essa engrenagem econômica, o Governo de Pernambuco, por meio da Agência de Empreendedorismo do Estado (AGE), lançou a Cred Folia, linha de crédito voltada para quem atua direta ou indiretamente na cadeia produtiva do Carnaval. A iniciativa disponibiliza até R$ 3 mil para o empreendedor Informal e até R$ 21 mil para o Micro Empreendedor Individual (MEI), que possui CNPJ. Já o Grupo Solidário, formado por três a cinco pessoas, pode ser contemplado com até R$ 15 mil. As condições incluem taxa mensal de juros de 0,75% (Informal ou Grupo Solidário) e 0,60% (MEI), para pagamentos em dia. Entre os beneficiados estão artesãos, barraqueiros, ambulantes, comerciantes de artigos decorativos e fantasias, costureiras e outros profissionais que podem utilizar o financiamento para compra de materiais e equipamentos, contratação de mão de obra temporária, reforço de capital de giro ou melhorias na infraestrutura. “O objetivo é garantir fôlego financeiro para os empreendedores que trabalham na maior festa popular do Estado. É mais um esforço AGE para fortalecer o empreendedorismo, reforçar a cadeia produtiva e fomentar a economia de Pernambuco. É mais uma ação do Governo de Pernambuco criando as condições favoráveis para quem busca realizar o sonho de possuir o seu próprio negócio também no período da folia. Transformar vidas é a nossa missão”, destacou a diretora-presidente da AGE, Carla Novaes. O processo de acesso ao crédito inicia com o pré-cadastro no site da AGE (www.age.pe.gov.br). O atendimento também poderá ser feito pelo WhatsApp (81) 99912.1152 Fonte: Ascom/AGE

ABDE celebra encerramento de 2025 com noite de premiações e balanço dos principais avanços

Autoridades, dirigentes do Sistema Nacional de Fomento, pesquisadores e jornalistas participaram do evento realizado em Brasília A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) realizou, nesta terça-feira (2), no Sesi LAB, em Brasília, a Cerimônia de Encerramento 2025, que marcou o fechamento do primeiro ciclo de gestão da atual diretoria, presidida pela diretora do BNDES, Maria Fernanda Coelho. No evento, foram entregues também duas importantes premiações promovidas pela ABDE: o Prêmio ABDE-BID – Edição 2025 e o Prêmio ABDE de Jornalismo. O evento reuniu autoridades governamentais, dirigentes das instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF), parceiros internacionais, pesquisadores e jornalistas de todo o país.  Ao abrir a cerimônia, a presidente da ABDE destacou que 2025 foi um ano marcado por incertezas externas e desafios climáticos, mas também por avanços expressivos no Brasil. “Saímos do mapa da fome, atingimos o menor patamar de desemprego dos últimos dez anos e conseguimos controlar a inflação de alimentos. Tenho certeza de que o Sistema Nacional de Fomento deu sua contribuição para essas conquistas, por meio da execução das políticas públicas e da oferta de crédito para famílias e empresas”, afirmou.  A presidente também celebrou o protagonismo da ABDE na COP30, onde a entidade participou de mais de 30 painéis sobre transição ecológica. “Apresentamos estudos inéditos sobre bioeconomia e instrumentos de financiamento para que cidades brasileiras se tornem mais resilientes diante dos eventos climáticos extremos”, destacou. Ela lembrou o caso recente das enchentes no Rio Grande do Sul: “Reconstruir custou R$ 100 bilhões, enquanto os valores necessários para prevenção não alcançavam 35% desse montante.”  PremiaçõesA noite também foi marcada pelo reconhecimento de profissionais que contribuíram para ampliar o debate público sobre desenvolvimento, financiamento climático, inclusão produtiva e atuação das instituições financeiras de desenvolvimento.  Na segunda edição do Prêmio ABDE de Jornalismo, foram 252 matérias inscritas em texto, áudio e vídeo, em modalidades nacionais e regionais. O primeiro lugar na categoria Texto Nacional foi conquistado por Guilherme Waltenberg, editor sênior do Poder360, com a matéria “Bancos públicos investiram R$ 146 bi em transição energética”. 

ABDE e BID divulgam vencedores da décima primeira edição do Prêmio ABDE-BID de Artigos de Desenvolvimento 2025

Iniciativa reconhece pesquisas que contribuem para o debate sobre desenvolvimento sustentável, bioeconomia e cooperativismo de crédito no Brasil  A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB), com apoio da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL/ONU) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), anunciam os vencedores da edição 2025 do Prêmio ABDE-BID de Artigos de Desenvolvimento. A iniciativa tem como objetivo incentivar a reflexão qualificada e a produção científica sobre os desafios do desenvolvimento brasileiro, estimulando o diálogo entre academia, formuladores de políticas públicas e instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF). Nesta edição, o prêmio recebeu 55 artigos submetidos, representando o interesse da comunidade acadêmica e de pesquisadores brasileiros sobre a agenda do desenvolvimento sustentável. As inscrições foram distribuídas da seguinte forma: 22 artigos na Categoria 1, 18 na Categoria 2 e 15 na Categoria 3. Os artigos foram avaliados a partir de sua relevância, fundamentação teórica e capacidade de apontar caminhos inovadores em três frentes consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional: financiamento sustentável e inclusivo, bioeconomia e cooperativismo de crédito. VENCEDORES | PRÊMIO ABDE-BID DE ARTIGOS DE DESENVOLVIMENTO 2025  Categoria 1 – Financiamento ao Desenvolvimento Sustentável, Inclusivo e Inovativo • 1º lugar: Inteligência artificial como vetor de inovação e inclusão financeira: uma abordagem com aprendizado de máquina | Nicolas Philomeno Suhadolnik, Paulo Cesar Starke Junior e Eraldo Sérgio Barbosa da Silva | BRDE e UFSC • 2º lugar: Sustentabilidade agropecuária na Amazônia: análise das disponibilidades de recursos e soluções de financiamento | Cindy Luyne Vaz Ornela | BANPARA  Categoria 2 – Bioeconomia: desenvolvimento produtivo e impacto socioambiental positivo • 1º lugar: Dez dimensões: moldando a agenda da bioeconomia para a sustentabilidade forte | Rodolfo Vaz Oliveira Aguiar e Cristina Fróes de Borja Reis | Universidade Federal do ABC • 2º lugar: Potencial e desafios para a implementação de uma política de pagamento por serviços ambientais no Brasil | Carlos Eduardo Frickmann Young e Biancca Scarpeline de Castro | UFRJ Categoria 3 – Sistema OCB: desenvolvimento e cooperativismo de crédito • 1º lugar: Indicadores de desempenho social em cooperativas de crédito | Aline Cristina da Cruz e Vilmar Rodrigues Moreira | PUC-PR • 2º lugar: Mulheres, tempo de mandato e desempenho: dinâmicas de liderança em cooperativas de crédito brasileiras | Arthur Frederico Lerner e Leonardo Flach | UFSC

ABDE recebe 258 inscrições na segunda edição do Prêmio de Jornalismo

Lista de candidatos com trabalhos aptos a serem submetidos à banca julgadora já pode ser consultada no site oficial da Associação A segunda edição do Prêmio ABDE de Jornalismo alcançou um novo marco: 258 inscrições de jornalistas de todo o Brasil. O número representa um aumento de aproximadamente 64% em relação à primeira edição, que havia recebido 157 inscrições de profissionais. O crescimento expressivo confirma o fortalecimento da iniciativa, que valoriza o importante papel da imprensa em pautas que retratam a importância do crédito para a promoção do desenvolvimento sustentável e inclusivo.  Com o tema “O papel do financiamento ao desenvolvimento para a sustentabilidade, a inclusão e a inovação”, o Prêmio ABDE de Jornalismo distribuirá R$ 135 mil em premiações, divididos entre as categorias Nacional e Regional, com subcategorias de Texto, Áudio e Vídeo. Em cada uma delas, os vencedores receberão R$ 15 mil pelo primeiro lugar, R$ 5 mil pelo segundo e R$ 2,5 mil pelo terceiro, totalizando 18 prêmios.  Com o encerramento da etapa de inscrições e avaliação do secretariado, as matérias passam agora para a fase de avaliação pela banca de jurados, formada por especialistas em jornalismo, economia e desenvolvimento. A ABDE divulgou a lista de jornalistas qualificados para a análise da comissão julgadora, disponível neste link. De acordo com dados da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), o prêmio recebeu trabalhos provenientes das cinco regiões do país, sendo que o maior número de inscrições foi no Nordeste, com 99, e no Sudeste, com 87. Na sequência, aparecem o Sul (39), o Centro-Oeste (17) e o Norte (16).  Neste ano, jornalistas de 24 estados brasileiros se cadastraram, ampliando a abrangência nacional do prêmio, comparado com a primeira edição, quando foram registradas inscrições em 21 estados. As unidades da federação que mais destacaram em participação foram São Paulo, com 39 inscrições, seguido de Pernambuco (30), Alagoas (23), Ceará (20) e Espírito Santo (19).  Saiba – O Prêmio ABDE de Jornalismo, que conta com apoio da Finep, tem como objetivo reconhecer reportagens que mostrem como o financiamento ao desenvolvimento contribui para a construção de um país mais sustentável, inovador e inclusivo. As informações completas sobre o regulamento estão disponíveis no edital oficial do prêmio.

Cooperativismo, agro sustentável e cidades resilientes marcam debates durante fórum nacional em Porto Alegre

Evento promovido pela ABDE reuniu lideranças do SNF, do cooperativismo e do setor produtivo para discutir crédito e cidades resilientes Em meio aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, representantes do Sistema Nacional de Fomento (SNF) e do setor produtivo defenderam de forma unânime, nesta quarta-feira (8), durante o Fórum ABDE – Desenvolvimento Regional e Cooperativismo, em Porto Alegre, que o crédito e sua articulação coordenada são fundamentais para o Brasil avançar na agenda da adaptação climática. O consenso marcou as mesas de debate que reuniram representantes de bancos públicos, cooperativas e governo. As discussões reforçaram que o crédito verde, a inovação financeira e o cooperativismo são instrumentos decisivos para impulsionar a reconstrução do Rio Grande do Sul e preparar o país para os impactos econômicos e sociais da crise climática. “O cooperativismo e o desenvolvimento regional são expressões que se retroalimentam. Onde a indústria financeira tradicional se ausenta, o cooperativismo permanece”, afirmou Cledir Magri, diretor da ABDE e presidente da Cresol, que representou a presidência da associação no evento. Ele destacou que mais de 80% das agências da Cresol estão em municípios com menos de 50 mil habitantes, reforçando a presença das cooperativas em regiões remotas. Segundo Magri, a carteira de crédito da Cresol, hoje em torno de R$ 35 bilhões, tem R$ 12 bilhões em operações classificadas como verdes, voltadas a práticas sustentáveis. Parcerias com o BNDES, a Finep e bancos estaduais ampliam o alcance do financiamento em áreas menos atendidas. O BNDES foi apontado como ator central na expansão do crédito sustentável. “As cooperativas e os bancos de fomento são decisivos para levar o crédito a todas as regiões do país”, afirmou Marcelo Porteiro, superintendente da Área de Desenvolvimento de Instituições Financeiras e Inclusão (ADIG) do banco. Segundo ele, o BNDES injetou R$ 130 bilhões na economia no primeiro semestre de 2025, sendo R$ 90 bilhões destinados a micro, pequenas e médias empresas. “As cooperativas respondem por até um terço desse volume. É o Sistema Nacional de Fomento mostrando sua força”, completou. Na mesa sobre agricultura sustentável, o debate girou em torno de como o crédito rural pode fortalecer a transição para um modelo produtivo mais resiliente. Giseli Wenning, produtora rural e sócia da Agropecuária Sobradinho, relatou a experiência de enfrentar secas e falta de infraestrutura na Fronteira Oeste. “O acesso ao financiamento adequado muda completamente a capacidade de produzir e resistir aos impactos do clima”, afirmou. O diretor executivo do Sicredi, Alexandre Englert, informou que a instituição possui R$ 280 bilhões em carteira de crédito, sendo R$ 60 bilhões classificados como verdes, com forte atuação no agronegócio. “O crédito é essencial para garantir a perenidade das propriedades e a sucessão no campo”, disse. Diretor do BRDE, Leonardo Busatto, destacou que o banco atua em quase todos os municípios da Região Sul, com uma carteira de R$ 6 bilhões em financiamentos apenas em 2024. “Nossa missão é apoiar quem produz e transformar vidas. Todo resultado é reinvestido em novas operações de crédito”, detalhou. O Sicoob, representado por Janderson Facchin, diretor Administrativo e Financeiro, defendeu mudanças estruturais nas garantias e nos modelos de risco para ampliar o alcance do crédito rural. “Crédito sozinho não basta. Precisamos de soluções sob medida para o pequeno produtor”, argumentou. No painel sobre cidades resilientes, o BNDES apresentou sua nova estrutura voltada ao enfrentamento de desastres climáticos. O superintendente Gabriel Rangel Visconti, responsável pela Área de Enfrentamento de Eventos Extremos e Gestão do Fundo Rio Doce, explicou que o banco criou protocolos de resposta rápida para atuar em situações emergenciais. “Não dá para montar programas após a tragédia. É preciso ter produtos prontos e equipes em prontidão”, afirmou. A prefeita de Estrela (RS), Carine Schwingel, relatou o impacto das enchentes que destruíram 1,3 mil residências em 2024. Ela defendeu o uso de soluções baseadas na natureza e drenagem urbana como parte da reconstrução. “Investir em resiliência é investir em vidas. Precisamos superar a visão imediatista e entender que o planejamento urbano é fundamental”, afirmou. Os debates ocorreram paralelamente ao lançamento do estudo “Financiamento de Adaptação Climática para Cidades Sustentáveis”, elaborado pela ABDE, Frankfurt School e Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O documento propõe instrumentos de crédito e investimento para infraestrutura verde, saneamento, drenagem e moradia adaptada — temas que também estarão no centro das discussões da COP30, em Belém (PA), no próximo ano. O Fórum ABDE – Desenvolvimento Regional e Cooperativismo: Desafios e Oportunidades para a Promoção da Transição Sustentável Justa faz parte de uma trilha de eventos promovida pela ABDE sobre as principais temáticas e pautas estratégicas para a promoção do financiamento sustentável no Brasil, em preparação para a COP30. A agenda já passou por Teresina (PI), Recife (PE) e São Paulo (SP), encerrando o ciclo em Belém (PA), durante a conferência da ONU sobre clima. Esta edição foi realizada em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com patrocínio do Sicredi e da Cresol e apoio do Badesul e do Sistema OCB. Fotos: Denis Videos

Líderes na reconstrução do RS defendem ampliação do crédito para adaptação às mudanças climáticas

Evento é uma das iniciativas da ABDE que fazem parte da trilha de eventos promovido como preparativo para a COP 30 A reconstrução do Rio Grande do Sul e os caminhos para uma economia brasileira mais sustentável dominaram os debates do Fórum ABDE – Desenvolvimento Regional e Cooperativismo: Desafios e Oportunidades para a Promoção da Transição Sustentável Justa, realizado nesta quarta-feira (8), em Porto Alegre. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) no Salão Nobre da Catedral Metropolitana, reuniu representantes de bancos públicos, cooperativas de crédito, governos e setor produtivo para discutir como o financiamento ao desenvolvimento pode acelerar a transição verde e fortalecer a resiliência das cidades. A agenda faz parte de uma trilha de fóruns sobre as principais temáticas e pautas estratégicas para a promoção do financiamento sustentável que antecedem a COP 30. A iniciativa já passou por Teresina (PI), Recife (PE), São Paulo (SP), finalizando em Belém (PA), durante a COP 30. Essa edição é realizada em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com patrício de Sicredi e Cresol e apoio do Badesul e do Sistema OCB. O diretor da ABDE e presidente da Cresol, Cledir Magri, destacou que o crédito de fomento é peça-chave para viabilizar a transição sustentável no país. Ele informou que o Sistema Nacional de Fomento (SNF) respondeu por 81% do crédito rural repassado em 2024, com destaque para a atuação das cooperativas de crédito, responsáveis por 19% desses recursos, que garantem inclusão financeira e oportunidades a pequenos e médios produtores em regiões remotas. Magri lembrou que o Rio Grande do Sul foi o segundo estado brasileiro em volume de crédito agrícola, movimentando R$ 30 bilhões e firmando 1,9 milhão de contratos apenas no último ano — um reflexo da importância do fomento para a economia local e para a reconstrução do estado. Ele também ressaltou que, pela segunda vez na história, a ONU declarou 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas, com o lema “Cooperativas constroem um mundo melhor”, reforçando o papel transformador do cooperativismo na construção de uma economia verde, inclusiva e inovadora. Anfitrião do evento, o presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, destacou que o estado enfrentou em 2024 o maior desastre de sua história. “Hoje, temos eventos climáticos adversos acontecendo em todos os cantos do mundo, e não foi diferente para nós, gaúchos e gaúchas, naquele maio de 2024. Tivemos a maior catástrofe do nosso estado — dezenas de mortes, prejuízos, algo que jamais imaginaríamos enfrentar”, disse, referindo-se às enchentes devastadoras que atingiram a região. Ele acrescentou que as estiagens severas também têm afetado o estado, contribuindo para a queda nos negócios e estimulando a migração de famílias para outras regiões do país. “Por isso, é fundamental promover uma transição sustentável, voltada a um desenvolvimento econômico, social e ambientalmente responsável”, afirmou. O secretário de Desenvolvimento Econômico do RS, Ernani Polo, que representou o governador Eduardo Leite, afirmou que o estado vive “uma era de grandes transformações”, com os eventos climáticos extremos exigindo novas formas de cooperação e planejamento. No contexto da reconstrução guiada pelo Plano Rio Grande, ele defendeu o equilíbrio fiscal e ressaltou a importância dos novos investimentos que têm chegado à região. “É um desafio muito intenso e que naturalmente precisa contar com o apoio das instituições financeiras e da sociedade como um todo, para que possamos reconstruir o estado com mais resiliência”, disse, ao citar iniciativas em andamento, como o lançamento de uma fábrica de aviões ainda neste mês. O diretor da Finep, Márcio Stefanni, informou que a financiadora “recebeu a maior capitalização da história” e que “R$ 3 bilhões dos R$ 7 bilhões liberados até setembro foram destinados à região Sul”. Já o diretor de Desenvolvimento do Banrisul, Fernando Postal, celebrou a parceria com a Finep: “A Finep tem representatividade extraordinária no desenvolvimento do nosso estado”, afirmou. O presidente do Badesul, Cláudio Gastal, complementou: “O Sistema Nacional de Fomento tem espaço para crescer, e o papel da ABDE é essencial para a articulação institucional.” Representando a FIERGS, o economista-chefe Giovane Baggio afirmou que o crédito de fomento é “a conexão entre os recursos e a atividade que gera emprego e desenvolvimento”. Ele elogiou a rápida recuperação industrial após as enchentes, mas alertou para os desafios de infraestrutura e para o envelhecimento populacional do estado, cuja pirâmide etária está cerca de dez anos à frente da média nacional. O presidente do Sicredi, César Gioda Bochi, defendeu a união entre lideranças, instituições de fomento, governo e sociedade civil diante das mudanças climáticas, com foco na prevenção de novas tragédias. “Temos que dar as mãos e andar juntos para alcançar soluções que possam convergir para uma sociedade melhor. O que aconteceu no ano passado teve uma mobilização ímpar e trouxe muito orgulho. Foi a união de pessoas em torno do que é maior: a vida humana. Mas o desafio agora é não esperar as tragédias acontecerem”, ressaltou. O superintendente do Sistema OCB, Robson Mafioleti, reforçou que as cooperativas tiveram papel decisivo durante a crise climática no estado. “Discutir sustentabilidade e ESG está no nosso DNA. Cuidamos do social. Na nossa base, 75% dos produtores têm até 50 hectares. Há 40 anos, nosso financiamento era pequeno; hoje, representamos cerca de um terço do crédito do país e, no Sul, 50% do que chega às pontas vem das cooperativas de crédito”, destacou. A secretária-adjunta de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Urbanismo de Porto Alegre, Júlia Zardo, representando o prefeito Sebastião Melo, levou a discussão para o campo urbano. “Falar de cidades resilientes é planejar a capacidade de adaptação e eficiência na gestão pública”, afirmou. Ela citou o novo Plano Diretor de Porto Alegre e o uso de soluções baseadas na natureza, defendendo que “o poder público precisa ser facilitador”. Fotos: Denis Videos