ABDE reforça papel estratégico do financiamento à energia verde na Brazil Energy Conference

Evento internacional no Piauí reúne mais de 4,5 mil participantes para assistir aos debates sobre o desenvolvimento sustentável da região Teve início nesta quarta-feira (4), em Teresina (PI), a Brazil Energy Conference 2025, evento internacional que posiciona o Brasil como protagonista na transição para fontes de energia limpa, inclusiva e sustentável, com foco no estado piauiense. A conferência é promovida pelo Governo do Estado do Piauí, com correalização da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e com apoio da Agência de Fomento e Desenvolvimento do Estado do Piauí (Badespi). Durante a cerimônia de abertura, a presidente da ABDE e diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas no BNDES, Maria Fernanda Coelho, destacou a oportunidade histórica da transição energética para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável, com o Nordeste como protagonista e o Sistema Nacional de Fomento (SNF) como alicerce. “O Nordeste, que já responde por uma parcela significativa da geração de energia limpa no país, ultrapassando 20 gigawatts em capacidade instalada de energia solar e eólica, hoje já gera mais do que a própria Usina Hidrelétrica de Itaipu”, afirmou. Maria Fernanda também argumentou que o mundo vive um momento em que a emergência climática impõe uma transformação profunda nos modelos de desenvolvimento. “Não se trata apenas de preservar o meio ambiente — trata-se de construir um modelo de crescimento que seja, ao mesmo tempo, socialmente inclusivo, ambientalmente sustentável e economicamente resiliente frente aos desafios cada vez mais frequentes impostos pelos eventos climáticos extremos”. Segundo ela, o Brasil tem plenas condições de continuar sendo uma referência global na agenda ambiental. “Nossa matriz energética, uma das mais limpas do mundo, já conta com cerca de 89% de fontes renováveis, o que demonstra o compromisso histórico do país com soluções sustentáveis. Somos líderes mundiais na produção de etanol e biocombustíveis, o 5º maior produtor de energia eólica e detentores do 6º maior parque solar do planeta, somando juntos mais de 75 gigawatts de capacidade instalada. Contudo, podemos e devemos ir além”, disse. A presidente da ABDE citou ainda que o enfrentamento das secas extremas — como a registrada entre 2012 e 2017, uma das mais severas da história — comprovou que, com investimento, planejamento e políticas públicas bem direcionadas, é possível não apenas mitigar os impactos, mas transformar a adversidade em desenvolvimento. A presidente também enfatizou o papel do Sistema Nacional de Fomento, coordenado pela ABDE, que reúne 34 instituições financeiras públicas e responde por 46% do crédito de longo prazo no país, com uma carteira de financiamento que ultrapassa R$ 2 trilhões. Nos últimos dez anos, essas instituições já aportaram R$ 146 bilhões em projetos do setor energético. “O Brasil tem o dever e a oportunidade de liderar globalmente a agenda de desenvolvimento verde. E essa liderança precisa ser construída com justiça social, desenvolvimento local e crédito acessível. O futuro sustentável do Brasil passa, necessariamente, pelo fortalecimento das instituições de fomento do Nordeste e pelo protagonismo de seus territórios”, concluiu. Durante o painel magno de abertura, o diretor executivo da ABDE, André Godoy, ressaltou que a matriz energética brasileira só atingiu 90% de fontes renováveis graças à atuação decisiva dos bancos públicos em momentos de alto risco tecnológico e de mercado. “Os bancos de desenvolvimento puxaram a fila quando ninguém mais estava disposto a correr o risco. Hoje, com tecnologias emergentes como o hidrogênio verde e novas demandas de infraestrutura de transmissão, esse papel estratégico continua. O setor privado floresce quando o setor público abre caminho”, destacou Godoy. O governador do Piauí, Rafael Fonteles, afirmou que o evento é um marco para posicionar o estado como líder na transição energética e que a sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta ambiental, tornando-se eixo central de geração de emprego e renda. “Hoje o Piauí produz mais de 7 mil megawatts de energia — sete vezes mais do que consome — e 99,75% dessa energia é limpa. Isso é um ativo extraordinário. A energia renovável será a principal alavanca para industrializar o Piauí e o Nordeste, gerando oportunidades reais para a nossa população”, afirmou. Acordo entre ABDE e Consórcio Nordeste – Durante o evento, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a ABDE e o Consórcio Nordeste, com o objetivo de impulsionar o crédito, fortalecer agências de fomento regionais e promover o desenvolvimento de setores estratégicos como inovação, infraestrutura, agronegócio e energias renováveis. O acordo prevê o mapeamento de gargalos, capacitação de equipes, intercâmbio de boas práticas e articulação com fontes nacionais e internacionais de financiamento.

Governo celebra 27 anos do Badesul com anúncio de mais de R$ 170 milhões para recuperação econômica do RS

O governador Eduardo Leite assinou, na tarde desta sexta-feira (30/5), um contrato com a Corporação Andina de Fomento (CAF) – Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe – para um aporte de US$ 30 milhões. O valor equivale a mais de R$ 170 milhões e será destinado à recuperação econômica do Estado, com foco em financiamentos para projetos municipais e para pequenas e médias empresas. A assinatura ocorreu durante a celebração dos 27 anos do Badesul, agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). “Quando a gente fala em desenvolver o Estado, muitas vezes acham que o governador tem que obrigar uma empresa a vir investir. Mas não é assim que funciona. O papel do poder público é criar o ambiente favorável: com logística, segurança, educação e inovação. E o Badesul é uma ferramenta estratégica nesse esforço, oferecendo crédito de forma ágil e com conhecimento da realidade gaúcha, apoiando tanto o setor público quanto o privado”, afirmou Leite. Esses recursos poderão ser utilizados em operações de capital de giro ou investimentos em setores como energias renováveis, eficiência energética e inclusão financeira de micros, pequenas e médias empresas. Durante o evento, também foi firmado um termo de cooperação técnica entre o Badesul e a CAF. Pelo acordo, o banco internacional destinará US$ 200 mil – que corresponde a aproximadamente R$ 1,1 milhão – para o desenvolvimento do Sistema de Gerenciamento de Risco Social e Ambiental (Saras), metodologia voltada à qualificação da análise de risco ambiental de projetos, etapa essencial no processo de concessão de crédito. A iniciativa prevê a elaboração do termo de referência e a contratação de consultoria especializada para a implantação do sistema no Badesul. “As duas iniciativas se complementam e refletem a confiança do CAF na atuação do Badesul. Além dos financiamentos voltados à resiliência e à adaptação climática, alinhados ao Plano Rio Grande do governo do Estado, contaremos com o Sistema Saras, que ampliará nossa capacidade de gestão de riscos, permitindo atuar com mais segurança em operações com o CAF”, afirmou o diretor-presidente do Badesul, Claudio Gastal. Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro. A representante da CAF, Estefanía Laterza, destacou a importância da parceria com o Badesul para ampliar a presença da instituição no país: “Trabalhar no Brasil exige criatividade, adaptação e, acima de tudo, escolher o parceiro certo. E nós encontramos esse parceiro no Badesul. Porque quem conhece o território conhece os problemas e sabe como chegar nas pessoas, é quem realmente faz a diferença. O Badesul é esse parceiro.” Na ocasião, foi assinado, ainda, um protocolo de intenções que pactua a mudança do Badesul para o Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) – o Tecnopuc, em Porto Alegre. A expectativa é de que, em aproximadamente um ano, a agência de fomento esteja na nova sede, que ocupará dois andares e meio, totalizando 3.565 metros quadrados. “O Badesul estará inserido em um ecossistema com mais de 300 organizações, o que fortalecerá sua posição estratégica para o desenvolvimento do Estado, seguindo as diretrizes do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do Rio Grande do Sul”, disse o titular da Sedec, Ernani Polo. Fonte: Ascom/BADESUL  

Diretora do BNDES assume presidência da ABDE com foco em desenvolvimento regional

Em conjunto com a nova diretoria, Maria Fernanda Coelho foi empossada nesta quarta-feira (28/5) em cerimônia com autoridades e representantes do setor financeiro público A atual diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Coelho, tomou posse nesta quarta-feira (28/5) como presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), assumindo a liderança da instituição para o biênio 2025-2027. A cerimônia, que também empossou novos diretores e conselheiros fiscais eleitos, foi realizada no auditório da sede nacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Brasília, e reuniu representantes do setor financeiro público, autoridades e lideranças do Sistema Nacional de Fomento (SNF). A nova diretoria da ABDE é integrada por dois vice-presidentes: Euler Mathias, diretor de Governo do Banco do Brasil (BB), e Heraldo Neves, diretor Administrativo do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Completam a diretoria: Alexandre Barbosa, do Sicredi; Cláudio Stábile, da Fomento Paraná; Cledir Magri, da Cresol; Jean Benevides, da Caixa; José Aldemir Freire, do Banco do Nordeste; Marcelo Saintive, do Bandes; Márcia Maia, da AGN; Marcos Vinícius de Castro, da AFEAM; e Roberto Batista, do Banco da Amazônia. Maria Fernanda, eleita em assembleia realizada no início de maio, destacou em seu discurso de posse o compromisso da ABDE com o desenvolvimento sustentável e regional, com foco no papel estratégico das instituições de fomento no apoio à sustentabilidade, ampliação do crédito para pequenos negócios e promoção da transição energética no país. “É fundamental para o Brasil que as instituições financeiras de fomento ocupem cada vez mais espaço no cenário econômico brasileiro, promovendo o desenvolvimento sustentável com foco nos territórios. Precisamos olhar com atenção para os estados e municípios e apoiar cadeias produtivas regionais que contribuam para a geração de emprego e renda”, afirmou a nova presidente. Para Maria Fernanda, é fundamental relacionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) às estratégias de financiamento nos territórios. “Precisamos apoiar projetos de adaptação climática nos estados e municípios, promover o acesso ao saneamento, impulsionar a agroindústria e assegurar a produtividade com justiça social. O Sistema Nacional de Fomento tem um papel essencial na execução dessas políticas”, enfatizou. A nova presidente disse, ainda, que pretende ampliar o diálogo com o Banco Central, o Congresso Nacional e a sociedade civil para discutir temas como o tratamento regulatório das atividades de fomento, os instrumentos de financiamento de longo prazo e a inclusão das micro e pequenas empresas nas estratégias de desenvolvimento. “Trago comigo a experiência de quem percorreu a Caixa Econômica Federal por décadas e que hoje atua no BNDES. Tenho convicção de que, juntos, poderemos construir uma ABDE ainda mais relevante, conectada com os desafios sociais, ambientais e econômicos do nosso tempo”, concluiu. Associação – A ABDE representa 34 instituições que operam crédito de longo prazo no Brasil, como bancos públicos de desenvolvimento, agências estaduais, cooperativas, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Sebrae. Juntas, representam mais de 45% do crédito no Brasil, em um mercado de mais de R$ 6 trilhões. Durante a cerimônia, o presidente da Finep e até então presidente da ABDE, Celso Pansera, transmitiu o cargo com um balanço positivo da gestão. Ele destacou a criação da Frente Parlamentar de Apoio ao Sistema Nacional de Fomento, o avanço regulatório em temas como a Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD) e o protagonismo da ABDE na implementação do programa Nova Indústria Brasil (NIB), que deve mobilizar mais de R$ 500 bilhões até 2026. “A ABDE hoje é uma entidade mais respeitada, com voz ativa no Congresso Nacional, no Governo Federal e junto aos reguladores. Fortalecemos o sistema, criamos pontes e consolidamos o papel da ABDE como protagonista do desenvolvimento nacional”, declarou Pansera. Maria Fernanda Ramos Coelho – Com mais de 30 anos de atuação na gestão pública, Maria Fernanda é a segunda mulher a presidir a ABDE. Natural do Recife, é formada em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco e tem especialização em Finanças Empresariais pelo IBMEC. Com longa experiência na gestão pública, foi empregada de carreira na Caixa Econômica Federal, e ocupou diversas funções até chegar à presidência da instituição em 2006, cargo que exerceu por cinco anos. Presidiu o Conselho de Administração da Caixa Participações e compôs os Conselhos de Administração da CAIXA e da CAIXA SEGUROS. Atuou como Diretora de Relações Institucionais da Concessionária do Aeroporto de Guarulhos. Foi Secretária-Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Subsecretária de Programa do Consórcio Nordeste. Também atuou como Secretária-Executiva da Secretária-Geral da Presidência da República. Em junho de 2024 assumiu como Diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas no BNDES.

ABDE realiza cerimônia de posse da nova diretoria para o biênio 2025–2027

A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) realizará, no dia 28 de maio, a cerimônia de posse da nova diretoria eleita para o biênio 2025-2027. O evento ocorrerá a partir das 8h30, no Auditório da Sede Nacional do Sebrae, em Brasília (SGAS 605 – Asa Sul), reunindo autoridades, representantes das instituições associadas e lideranças do setor financeiro. A nova presidente da ABDE será Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas do BNDES. Eleita em assembleia realizada no último dia 7 de maio, em Brasília, Maria Fernanda é a segunda mulher a comandar a Associação em mais de 50 anos de história. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal (2006-2011), ela assume a missão de liderar a principal rede institucional de bancos públicos de desenvolvimento e agências de fomento do país. “É importante que as instituições financeiras estejam alinhadas para cumprir a missão de ampliar o desenvolvimento sustentável do Brasil, fortalecendo os principais setores da nossa economia e gerando empregos de qualidade”, afirmou Maria Fernanda após a eleição. A ABDE reúne atualmente 34 instituições associadas, que representam mais de 45% do crédito de longo prazo no Brasil, com uma carteira que ultrapassa R$ 2 trilhões. A nova composição da diretoria também inclui Euler Mathias (Banco do Brasil) como primeiro vice-presidente e Heraldo Neves (BRDE), que permanece como segundo vice-presidente. Foram eleitos ainda nove diretores de instituições associadas, reforçando a representatividade da rede em todo o território nacional. O atual presidente da ABDE e da Finep, Celso Pansera, apoiou a candidatura de Maria Fernanda e fará a transição de comando durante a cerimônia. “Acredito que cumpri a missão de fortalecer o Sistema Nacional de Fomento da melhor forma possível. A ABDE está mais ativa, respeitada e preparada para o futuro. Maria Fernanda tem a experiência e o compromisso necessários para conduzir essa próxima etapa”, destacou. Nos últimos dois anos, a ABDE e seus associados atuaram de forma decisiva em pautas estratégicas como a criação da Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD), a ampliação do crédito para inovação, a recuperação do Rio Grande do Sul e o apoio ao programa Nova Indústria Brasil. A associação também tem se consolidado como articuladora de políticas públicas alinhadas à Agenda 2030 da ONU, contribuindo para a promoção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo, sustentável e regionalmente equilibrado. A posse da nova diretoria será uma oportunidade para reafirmar os compromissos da ABDE com o crescimento do país e o fortalecimento do Sistema Nacional de Fomento (SNF), que reúne os principais agentes de crédito público do Brasil. Confirme sua presença no link: https://pt.surveymonkey.com/r/cerimoniadeposseabde Data: 28 de maio de 2025 (quarta-feira) Horário: A partir das 8h30 Local: Auditório da Sede Nacional do Sebrae (SGAS 605 – Asa Sul, Brasília-DF)

Sebrae lança novo Fundo Garantidor com foco no microcrédito durante a Semana do Trabalhador

Na terça-feira (6), o Sebrae realizou o lançamento do Fampe Microcrédito, novo fundo garantidor que tem como foco assegurar operações de microcrédito realizadas principalmente pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) regulamentadas pelo Ministério da Justiça. A ação faz parte do Programa Acredita. O Fundo viabilizará, no primeiro momento, cerca de R$ 250 milhões em crédito para os microempreendedores individuais (MEI), público que enfrenta inúmeras dificuldades no acesso a crédito no sistema financeiro tradicional. O total de garantias possibilitará um aumento de 25% no total do crédito concedido ao MEI por meio das OSCIPs. Além disso, o Fundo também poderá ser usado pelos programas governamentais com foco no microcrédito, principalmente os que não cobram juros dos tomadores. Sicoob Durante o evento, também foi formalizado a parceria entreo Ministério emo Sicoob, que atualmente é o maior operador do FAMPE no país. Pela sua capilaridade e proximidade com os pequenos negócios em todo o país, o Sicoob deve movimentar algo em torno de R$ 12 bilhões em crédito para os pequenos negócios nos próximos 5 anos com garantia do Fundo de Aval do Sebrae. Fonte: Ascom/ Sebrae Imagem: Pixabay

Sicoob apresenta Relatório de Sustentabilidade de 2024, reforçando compromisso com o desenvolvimento sustentável

O documento contempla temas como responsabilidade ambiental, governança corporativa, conduta ética e os principais indicadores de educação financeira promovidos em todo o país. Abril de 2025 – Ao ter sua atuação pautada pelos princípios do cooperativismo, o Sicoob tem gerado impacto expressivo tanto na prosperidade financeira de seus cooperados quanto no desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde está presente. Esses avanços estão reunidos no novo Relatório de Sustentabilidade, que apresenta os principais resultados do período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2024 Para Ênio Meinen, diretor de Coordenação Sistêmica, Sustentabilidade e Relações Institucionais do Sicoob, a estrutura organizacional do Sistema é um dos pilares para a eficiência e o alinhamento entre as cooperativas. “O Sicoob é formado por uma estrutura em três níveis: as cooperativas singulares, que se relacionam diretamente com os cooperados; as cooperativas centrais, que coordenam e apoiam as singulares; e o Centro Cooperativo Sicoob (CCS), instância estratégica que fortalece a atuação conjunta do Sistema”, explica o executivo. Essa organização em rede fortalece a presença territorial do Sicoob e garante capilaridade para promover soluções que vão além dos serviços financeiros. É justamente por meio dessa integração entre estratégia sistêmica e atuação local que o Sistema consegue levar educação, inclusão e desenvolvimento social a milhares de brasileiros em diferentes regiões do país. Em 2024, as ações de educação financeira do Sicoob alcançaram mais de 1,7 milhão de pessoas. Um dos destaques foi o programa Financinhas, voltado ao público infantil, que impactou mais de 46 mil crianças de 6 a 10 anos com conteúdos sobre planejamento, consumo consciente e sustentabilidade. Ao todo, 377 instituições educacionais participaram da iniciativa. Outro projeto de destaque foi o Se Liga Finanças, que orienta jovens sobre os impactos de suas escolhas financeiras no curto, médio e longo prazos. A ação chegou a mais de 75 mil pessoas em suas modalidades presencial e online. Capilaridade física com força digital O Sicoob possui a maior rede física de atendimento do Brasil entre as instituições financeiras, segundo o Banco Central. São mais de 4.670 pontos de atendimento, 8.170 terminais de autoatendimento próprios e acesso a mais de 24 mil caixas eletrônicos da Rede Banco24Horas. Esse alcance físico soma-se ao fortalecimento dos canais digitais, que hoje representam 97% do total de transações realizadas pelos cooperados. Em 2024, o volume de operações superou 20 bilhões — um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. “Nos últimos cinco anos, as transações digitais do Sicoob apresentaram uma taxa média de crescimento de 36% ao ano, o que reforça a digitalização dos serviços e a consolidação de um modelo verdadeiramente phygital. Nosso objetivo é unir a conveniência e a agilidade do digital com a proximidade e a confiança do atendimento presencial, garantindo que os cooperados tenham acesso ao melhor dos dois mundos, independentemente de onde estejam. Afinal, o cooperativismo financeiro reduz distâncias, e não as amplia”, destaca Meinen. Compromissos globais e foco em sustentabilidade O Sicoob reafirma sua responsabilidade socioambiental ao integrar pactos e iniciativas como o Pacto Global da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); o Manifesto de Paris, da Confederação Internacional de Bancos Populares e Cooperativos (CIBP), sobre Sustentabilidade; o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS); a Rede Financeira para Amazônia, entre outros. Essas alianças consolidam o compromisso institucional com práticas sustentáveis e com a agenda global de desenvolvimento. No enfrentamento das mudanças climáticas, a instituição tem atuado para apoiar a transição de seus cooperados rumo a uma economia mais sustentável. “No Sicoob, entendemos que enfrentar as mudanças climáticas é mais do que simplesmente mitigar impactos; é sobre gerar valor e preparar nossas comunidades para um futuro mais resiliente e sustentável. Nosso papel é criar condições para que cooperados e cooperativas possam adaptar-se aos novos cenários ambientais e, ao mesmo tempo, aproveitar as oportunidades econômicas e sociais associadas à transição para uma economia de baixo carbono”, afirma o executivo. A instituição disponibiliza diversas linhas de crédito voltadas à agricultura sustentável, como Pronaf Eco, Plano ABC e Inovagro, além de produtos estruturados pelas próprias cooperativas. Os programas apoiam práticas como plantio direto, reflorestamento, recuperação de áreas degradadas, sistemas agroflorestais e energia alternativa. Reflexo desse posicionamento, o Sicoob foi reconhecido em 2024 pelo BNDES como o principal agente financeiro em repasses de Baixo Carbono. Crescimento com propósito Mais do que números, o que move o Sicoob é o impacto gerado na vida das pessoas. Todas as frentes de atuação sustentável — da inclusão financeira à educação, da inovação digital à agricultura de baixo carbono — têm como foco ampliar oportunidades e transformar realidades. “As ações de sustentabilidade que promovemos não ficam no papel — elas geram efeitos reais na vida dos nossos cooperados. Seja por meio da inclusão financeira, da educação, da agricultura sustentável ou da inovação tecnológica, buscamos transformar a realidade das comunidades em que atuamos, ampliando oportunidades e promovendo desenvolvimento com responsabilidade”, conclui Ênio. Acesse o Relatório de Sustentabilidade Sicoob e conheça os resultados na íntegra. https://www.sicoob.com.br/web/sicoob/sustentabilidade Fonte: Ascom/ SICOOB