Fórum em SP reforça papel do crédito no avanço sustentável do Brasil e fortalecimento da indústria

Evento reúne representantes de diversos setores que também debatem sustentabilidade e inovação Com matriz energética limpa, políticas industriais voltadas à descarbonização e potencial em setores como hidrogênio verde e bioeconomia, o Brasil desponta como um dos principais candidatos a liderar a transição energética global. Esse protagonismo, bem como o papel do crédito nesse contexto, é tema central do “10º Fórum de Desenvolvimento – Sustentabilidade: oportunidades e desafios para o Brasil,” promovido nesta quarta-feira (6) pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), em São Paulo. O evento reúne autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo para debater caminhos que conciliem crescimento econômico, redução das desigualdades e uma transição justa, com destaque para o papel da indústria nacional na construção de uma economia verde, inovadora e inclusiva. Realizado no Espaço Nobre da Fiesp, na Avenida Paulista, o evento evidenciou o papel do Sistema Nacional de Fomento (SNF) na promoção de um modelo de desenvolvimento inclusivo, verde e inovador. Durante a abertura, Maria Fernanda Coelho, presidenta da ABDE e diretora de Crédito Digital para MPMEs do BNDES, destacou a necessidade de respostas concretas frente à crise climática, geopolítica e social. “Nas adversidades, o povo brasileiro demonstra sua resiliência, capacidade empreendedora e solidariedade. Precisamos consolidar um modelo de desenvolvimento democrático, socialmente inclusivo e ambientalmente sustentável”, afirmou. Maria Fernanda Coelho defendeu ainda que é necessário oferecer respostas concretas aos desafios econômicos, sociais, ambientais, políticos e geopolíticos. “Superaremos os desafios e consolidaremos um modelo de desenvolvimento democrático, multilateral, socialmente inclusivo, ambientalmente sustentável e que garanta a nossa soberania enquanto nação independente”, ressaltou. Apontadas como peças-chave para impulsionar o crédito sustentável, as instituições financeiras de desenvolvimento foram consideradas fundamentais para ampliar a inclusão produtiva e estimular tecnologias limpas. “Mais do que oferecer crédito, essas instituições têm o papel de induzir investimentos transformadores”, defendeu Pedro Wongtschowski, presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp. A representante do BID no Brasil, Annette Killmer, reforçou o protagonismo do país. “Qual país reúne, ao mesmo tempo, uma biodiversidade tão expressiva, um setor produtivo arrojado e um sistema de fomento tão desenvolvido como o Brasil? Só o Brasil é o Brasil”, disse. Ela destacou iniciativas como o Laboratório de Inovação Financeira e os investimentos em parceria com o BNB e o BRDE, especialmente na Amazônia e no Nordeste, que são fundamentais nesse momento em que o Brasil busca o desenvolvimento econômico sustentável. Potencial nordestino Representando o Banco do Nordeste, o presidente Paulo Câmara apresentou dados que reforçam o dinamismo da região, que é considerada a que possui maior potencial para produção de energia limpa. Em 2024, as iniciativas do banco para os programas de microcrédito orientado e às micro e pequenas empresas resultaram em uma aplicação de R$ 26,7 bilhões, alta de 49% em relação a 2022. Somente para a indústria e agroindústria, em 2023 e 2024, o banco aplicou o valor de R$ 7 bilhões. Esse resultado foi 40% maior que a média anual do período do período 2019/2022, o qual resultou em pouco mais de R$2,5 bilhões. O valor previsto para 2025 é de R$ 5,6 bilhões — um aumento de 126% frente à média de 2019/2022 voltado exclusivamente para a indústria. “O Nordeste é uma região que ainda tem muitos desafios. Possui 27% da população do país e apenas 14% do PIB brasileiro. No entanto, tem uma economia diversificada, criativa. Se o Brasil almeja realizar uma transição para a economia limpa e justa, tem que aproveitar as vantagens competitivas regionais, pois de todas as políticas sociais, a mais eficaz e eficiente é a política que fortalece a atividade produtiva”, destacou. Paulo Câmara ressaltou ainda que o Nordeste exporta parte da energia limpa que produz e já se posiciona como polo de produção de hidrogênio verde. “Estamos prontos para liderar a economia de baixo carbono”, afirmou Câmara. Ele também lembrou da importância da Chamada Nordeste, que prevê até R$ 10 bilhões em projetos de industrialização verde. Indústria e sustentabilidade: desafios e caminhos Rafael Cervone, presidente do CIESP, alertou para os entraves da indústria nacional, como o alto custo do crédito, tributação excessiva e burocracia. Segundo estudo da Fiesp e Ciesp, entre 2008 e 2022 o chamado “Custo Brasil” representou um diferencial de 24,1% frente aos concorrentes internacionais. “Mas temos uma agenda de modernização viável. Precisamos de juros compatíveis, apoio tecnológico, crédito de carbono estável e mão de obra qualificada”, defendeu. Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp, destacou o papel do sistema de fomento e a importância de resgatar o protagonismo da indústria de transformação. Além disso, ressaltou a importância pela jornada pela digitalização e pela descarbonização da indústria de São Paulo. Segundo ele, a meta que pelo menos 40 mil empresas passem pelo processo, sendo que a digitalização já ocorre em 20 mil delas. “No estado de São Paulo, há 52 mil empresas ativas enquadradas no como indústria, sendo 47 mil de micro e pequeno porte. E é desta forma, aumentando a produtividade, que vem obviamente com o investimento, aumentando a inovação, aumentando a digitalização e a descarbonizando os processos que a indústria brasileira vai voltar a ser a locomotiva que puxa no crescimento nacional e com inclusão social”, ressaltou. Ele também apontou o déficit de US$ 4 a US$5 bilhões na balança de serviços com o processamento de dados no exterior. “Se trouxermos essa atividade para o país, podemos atrair até US$ 75 bilhões em investimentos em infraestrutura digital e inteligência artificial.” Investimento em inovação Elias Ramos, diretor de Inovação da Finep, apontou que dados de uma pesquisa dos anos de 2014 até 2023 mostram que o investimento empresarial no Brasil é de apenas 0,6% do PIB. Enquanto isso, na Coreia são da ordem de 3,9% do PIB e os investimentos governamentais da ordem de 0,5% do PIB. Na China 2% mais 0,36%; nos Estados Unidos 2,7% mais 0,27% dos investimentos públicos. “A inovação é estratégica para a competitividade global. É preciso aumentar o investimento privado com políticas públicas que compartilhem o risco da inovação”, afirmou. Nesse contexto, Ramos ressaltou avanços como a recente sanção do
BNDES inicia operação do Fundo Rio Doce com repasse de R$ 282,7 milhões

Maior parte dos recursos se destina ao Programa de Transferência de Renda (PTR) que começou a atender aproximadamente 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores de MG e ES Banco faz a gestão dos recursos que vão custear ações de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015, em Mariana (MG) O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu início à operação do Fundo Rio Doce por meio da liberação de R$ 282,7 milhões. Este é o primeiro volume de recursos liberado pelo banco para custear as ações previstas no novo acordo de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, operada pela Samarco Mineração S.A, ocorrido em novembro de 2015 no município de Mariana (MG). A maior parte – cerca de R$ 262,5 milhões – vai custear o Programa de Transferência de Renda (PTR). Operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, ele começou a atender aproximadamente 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores, residentes em 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Os inscritos no PTR receberão mensalmente 1,5 salário-mínimo ao longo de três anos. No quarto e último ano, o valor será de 1 salário-mínimo. Também haverá recursos para viabilizar as atividades das assessorias técnicas, que atuam para garantir a participação da população no acompanhamento das ações de reparação. Elas foram escolhidas diretamente pelas famílias atingidas no desastre. A liberação dos recursos foi anunciada pelo presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, em cerimônia realizada na manhã desta sexta-feira, 11, em Linhares (ES). A população da cidade capixaba ainda convive com a proibição da pesca em decorrência do desastre. Durante o evento, o presidente da República participou da entrega dos cartões a quatro inscritos no PTR, por meio dos quais eles poderão sacar os valores. “Hoje estamos celebrando. Minha mãe dizia: meu filho, teime. Não desista de teimar. E quando a gente teima, a gente conquista. A entrega desse cartão é o começo da reparação”, disse Lula. Na cerimônia, o BNDES foi representado por Maria Fernanda Coelho, diretora Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce. Ela avalia que a liberação dos primeiros recursos inaugura uma nova fase para reparação dos atingidos e atingidas pela tragédia. “O Banco tem experiência e tradição na operação de fundos não reembolsáveis, com reconhecimento público em planejamento de longo prazo e boas práticas de transparência e prestação de contas para a sociedade e para os órgãos de controle. Estamos preparados para dar uma contribuição relevante para a efetiva reparação aos atingidos, em conjunto com o governo federal, além dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e dos municípios que formam a Bacia do Rio Doce”, disse a diretora. Acordo Rio Doce – Em 2024, nove anos após o desastre, foi assinado um novo acordo entre a União, os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, além de instituições de Justiça como o Ministério Público e a Defensoria Pública. Ele busca oferecer soluções definitivas para a reparação dos danos e superar as dificuldades enfrentadas no modelo de reparação anterior. O novo acordo foi homologado em novembro do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Através dele, a Samarco se comprometeu com repasses adicionais que somam R$ 100 bilhões, com desembolsos parcelados ao longo de 20 anos. Desse montante, R$ 49,1 bilhões devem ser destinados à União e serão aportados no Fundo Rio Doce, cuja gestão está sob a responsabilidade do BNDES. O restante dos recursos diz respeito à atribuição de estados, municípios e instituições de Justiça. “Ninguém vai gastar o dinheiro sozinho. Cada centavo, cada obra, cada projeto vai ser construído ouvindo as pessoas. Essa foi uma determinação do presidente Lula: criar um comitê de governança com a participação das pessoas, com a participação das vítimas”, disse o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, durante a cerimônia realizada em Linhares. Escritório regional – Para estar mais próximo ao público atingido pelo desastre e articular ações com o sistema de Justiça, o BNDES abriu, no dia 1º de julho, uma filial na cidade de Belo Horizonte (MG) com equipe técnica dedicada a atender os dois estados, os 49 municípios e a sociedade civil. A atuação do Banco na gestão desses recursos reforça seu compromisso com a justiça socioambiental, a governança pública e a promoção do desenvolvimento sustentável nas regiões impactadas. Os R$ 49,1 bilhões financiarão projetos variados que tratam de questões como transferência de renda, fomento à educação, ciência e inovação, fortalecimento da saúde e assistência social, ações ambientais e reparação da atividade pesqueira, entre outras. O BNDES administra os valores seguindo as diretrizes do Comitê do Rio Doce, que foi instituído pelo Decreto Federal 12.412/2025. O comitê é coordenado pela Casa Civil e composto também pela Secretaria de Relações Institucionais e pela Secretaria-Geral da Presidência, tendo ainda subcomitês temáticos com a participação de outros ministérios. PTR – Conforme o novo acordo de reparação, devem ser destinados ao PTR um total de R$ 3,75 bilhões em um período de 4 anos. A previsão é de que, somente em 2025, o programa receba cerca de R$ 500 milhões. Desse montante, R$ 300 milhões serão destinados ao PTR-Pesca, que é acompanhado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. Já os outros R$ 200 milhões cabem ao PTR-Rural, que conta com a supervisão do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. “Essa renda vai garantir o básico para que consigamos, a partir daí, pensar um pouco além. De acordo com um lema da nossa comissão de mulheres do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Linhares, nós temos que estar juntas, semeando sonhos e cultivando a esperança”, disse a agricultora familiar e produtora de cacau Ana Paula Ramos. Saiba mais sobre o Fundo Rio Doce no Portal de Transparência do BNDES Fonte: ASCOM/BNDES
Badespi libera mais de R$ 100 mil em crédito para empreendedores de Acauã e Paulistana

Ação contemplou produtores rurais e pequenos negócios em diferentes segmentos, fortalecendo a economia local e impulsionando o desenvolvimento regional. A Agência de Fomento e Desenvolvimento do Estado do Piauí (Badespi) realizou mais uma importante ação de apoio ao empreendedorismo no interior do estado. Neste final de semana, durante o Diálogos pelo Piauí, foram concedidos mais de R$ 100 mil em crédito a 12 novos beneficiários: seis ovinocultores do município de Acauã e seis empreendedores de Paulistana, que atuam nos segmentos de perfumaria e cosmético, serviços de borracharia e peças, restaurante e confeitaria. A iniciativa integra os esforços contínuos da Badespi em garantir que o crédito chegue a quem precisa, fortalecendo a economia dos municípios piauienses. Segundo o presidente da Agência, Marcelo Bueno, a ação reforça o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento econômico local. “Nosso objetivo é que o crédito chegue aos 224 municípios do Piauí. Temos nos empenhado em fazer com que esses recursos sirvam como ferramenta real de transformação, gerando renda, fortalecendo negócios e melhorando a vida das pessoas”, destacou Marcelo Bueno. Entre os beneficiários, o produtor rural Luís Carlos, de Acauã, comemorou o acesso ao crédito. “Esse apoio da Badespi chegou em boa hora. Com esse recurso, vou conseguir melhorar minha criação de ovinos, investir em estrutura e alimentação para os animais. Isso representa um avanço importante para a minha produção”, afirmou o criador. Em Paulistana, Narciso Antônio, proprietário de uma borracharia que também comercializa peças automotivas, contou que o financiamento vai trazer impactos diretos em seu atendimento. “Com esse crédito, vou aumentar o estoque de produtos e oferecer mais opções aos meus clientes. Vai melhorar bastante o atendimento e a organização do meu negócio”, disse o empreendedor. A presença da Badespi em eventos como o Diálogos pelo Piauí reforça seu papel estratégico no fortalecimento das atividades produtivas locais e no incentivo ao desenvolvimento sustentável. Com ações como essa, a Agência cumpre sua missão de promover oportunidades e apoiar quem faz a economia do Piauí acontecer. Fonte: ASCOM/Badespi
BNDES aprova R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para prevenção e combate a incêndios no Cerrado e no Pantanal

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta quinta-feira (17) a destinação de até R$ 150 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia para ações de prevenção e combate a incêndios florestais nos biomas Cerrado e Pantanal. O projeto aprovado, Manejo Integrado do Fogo, foi uma construção interministerial apresentada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e marca a primeira ação do Fundo para aplicação de recursos no enfrentamento a incêndios em outros biomas além da Amazônia Legal. O Fundo Amazônia é gerido pelo BNDES, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O projeto vai apoiar os corpos de bombeiros militares e brigadas florestais de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Piauí e Distrito Federal, além da Força Nacional de Segurança Pública. Os investimentos contemplam aquisição de equipamentos, máquinas, veículos e insumos estratégicos para ampliar a capacidade de resposta a incêndios. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta diante do agravamento dos incêndios florestais registrado em 2024 e da previsão de novos episódios extremos para 2025. “O avanço dos incêndios florestais e das queimadas não autorizadas em biomas como o Cerrado e o Pantanal tem exigido uma resposta emergencial e integrada do Estado brasileiro”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. “Em 2024, o país enfrentou um cenário crítico e atípico de fogo, com impactos sobre a vegetação nativa, sobretudo no Pantanal, na Amazônia e no Cerrado. No Cerrado, foram 9,7 milhões de hectares queimados em 2024; e no Pantanal, 1,9 milhões de hectares. Sob orientação do presidente Lula, estamos ampliando as ações de monitoramento e controle de incêndios florestais e queimadas”. A proposta é resultado de uma construção interministerial, que contou com a participação do MMA, Casa Civil, MJSP, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), estados e outros parceiros — e de discussões realizadas no âmbito da Câmara Técnica Permanente de Articulação Interfederativa do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo e autorizada previamente pelo Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa). O projeto é uma resposta concreta à implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF). A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que as ações de prevenção e combate aos incêndios no Pantanal e Cerrado, duramente atingidos pelos incêndios nos últimos anos, também devem ser reforçadas. “O apoio do Fundo Amazônia será determinante para que os Corpos de Bombeiros dos estados que abrigam esses biomas sejam capacitados e equipados com caminhões-tanque e bombas costais, por exemplo, e possam atuar em conjunto com o governo federal no controle dos incêndios”, ressaltou. “Para que o Brasil tenha uma governança do fogo à altura dos desafios impostos pela mudança do clima, é crucial que todos os entes federativos estejam fortalecidos em suas capacidades para cumprir com suas atribuições, de acordo com a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo”. A lógica de atuação do projeto está dividida em três escalas: local, estadual e interestadual. No nível local, serão apoiadas brigadas florestais formadas por moradores treinados e cadastradas nos Corpos de Bombeiros Militares, consideradas a primeira linha de defesa contra o fogo. Na escala estadual, o foco é estruturar os Corpos de Bombeiros com veículos e equipamentos. Já no nível interestadual, o projeto fortalece a atuação da Força Nacional em operações integradas. (veja detalhes abaixo). Os investimentos incluem caminhonetes 4×4 com kits de combate a incêndios, bombas costais, sopradores, drones, GPS portáteis, notebooks e veículos especializados como autobomba tanque florestal (ABTF), autobomba tanque e salvamento (ABTS-1), guinchos e veículos de carga. Cada estado apoiado deverá formalizar parceria com o Ministério da Justiça, comprometendo-se a utilizar os bens exclusivamente em ações de prevenção e combate ao fogo e garantir a conservação dos equipamentos. “Estamo-nos antecipando a eventuais problemas futuros, utilizando a experiência dos combates às queimadas que tivemos nos últimos anos para avançar”, destaca o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. “Vamos seguir protegendo nossos biomas em um esforço conjunto, com inteligência compartilhada e integração do Governo Federal e suas forças, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, com os Corpos de Bombeiros e com as brigadas florestais dos estados. Junto a isso, temos uma ação concreta, que é o projeto de lei elaborado pelo ministério que torna mais rigorosa as penas em caso de incêndios criminosos e que está em tramitação no Congresso Nacional”. Fundo Amazônia – O projeto também reforça o papel do Fundo Amazônia no apoio ao fortalecimento institucional e à proteção ambiental em escala nacional. O ambiente de cooperação entre União, estados e municípios, construído por meio do Cofa e da Câmara Técnica Permanente de Articulação Interfederativa, vem sendo essencial para a consolidação de uma política integrada e eficiente de prevenção aos incêndios florestais. O Cofa aprovou, em maio deste ano, a possibilidade de apoio a biomas além da Amazônia Legal, considerando o agravamento dos incêndios florestais em 2024 e os riscos para 2025. A legislação permite que até 20% dos recursos do Fundo Amazônia sejam aplicados em ações de controle e monitoramento ambiental em outros biomas. Essa não é a primeira vez que o Fundo Amazônia é acionado para fortalecer ações de monitoramento e controle do desmatamento de outros biomas brasileiros. O Cofa já havia considerado, por exemplo, que os projetos de Cadastro Ambiental Rural (CAR) são parte dos sistemas de controle ambiental e incluiu o tema nos focos de atuação fora da Amazônia Legal. Assim, os recursos do Fundo Amazônia puderam ser empregados para apoiar a regularização do CAR de vários estados país. Desde a sua retomada em 2023, o Fundo Amazônia ampliou o apoio a projetos de combate a incêndios. Já foram aprovados R$ 371 milhões para os Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal, além de apoios específicos apoio ao Ibama/Prevfogo, por exemplo. Com a aprovação do projeto Manejo Integrado do Fogo, o Fundo contribui para construção de uma política nacional integrada de prevenção e controle do fogo, com
Desenvolve RN firma parceria com Prefeitura de Extremoz para impulsionar negócios

Termo de Cooperação Técnica foi assinado com objetivo de ampliar acesso a crédito e fortalecer pequenos negócios. A Agência de Fomento Desenvolve RN firmou uma importante parceria com a Prefeitura de Extremoz, por meio da assinatura de um Termo de Cooperação Técnica voltado à ampliação do acesso a crédito e ao fortalecimento dos pequenos negócios no município. O acordo foi oficializado durante evento promovido pela gestão municipal, com foco na qualificação de microempreendedores locais. A cerimônia contou com a presença da presidente da Desenvolve RN, Márcia Maia, e do diretor Elan Ferreira, além da prefeita Jussara Sales e do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Rafael Correia. A assinatura do termo representa um passo significativo para a expansão das oportunidades de desenvolvimento econômico na região, especialmente nos setores de comércio, serviços e alimentação. Na ocasião, cerca de 100 empreendedores participaram da Oficina de Manipulação Segura de Alimentos, promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Extremoz, em parceria com a Secretaria de Saúde (Vigilância Sanitária) e o SEBRAE/RN. A ação reforçou o compromisso conjunto com a capacitação e o crescimento sustentável dos negócios locais. A Desenvolve RN é a agência oficial de fomento do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, com atuação voltada à concessão de crédito orientado, apoio técnico e fortalecimento do empreendedorismo. A instituição tem como missão estimular a geração de emprego e renda, contribuindo diretamente para o desenvolvimento social e econômico potiguar, especialmente em territórios com menor acesso a serviços financeiros tradicionais. A parceria com o SEBRAE e o suporte da Desenvolve RN passam a ampliar o leque de oportunidades para empreendedores de Extremoz, unindo qualificação, crédito e políticas públicas voltadas à dinamização da economia local. Fonte: ASCOM/Desenvolve RN
BNDES apresenta linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas no Maranhão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realiza na próxima quarta-feira (23), a partir das 8h30, em São Luis, o projeto “BNDES Mais Perto de Você”. O encontro, gratuito, é voltado para micro, pequenas e médias empresas e realizado em parceria com agentes financeiros, o governo do Estado do Maranhão, Sebrae, Federação das Indústrias do estado e outras entidades empresariais. As inscrições podem ser feitas no site do BNDES No evento, o banco apresenta suas principais soluções de crédito. Isso inclui soluções para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, garantias, entre outras opções. Os inscritos também poderão esclarecer dúvidas e consultar as oportunidades mais adequadas para suas empresas. “O desenvolvimento econômico e socioambiental, de Norte a Sul do país, é a principal missão do BNDES. Estamos em São Luís para fomentar novos negócios”, afirma Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas e Gestão do Fundo Rio Doce do BNDES. Nesta edição, o BNDES também vai detalhar a Ação Conjunta de Fomento da Nova Indústria Brasil (NIB). É uma iniciativa do BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com apoio técnico da Sudene e do Consórcio Nordeste, que prevê a aplicação de R$ 10 bilhões em projetos estruturantes com foco em inovação, reindustrialização e desenvolvimento sustentável na região Nordeste. É a maior disponibilidade de recursos para que se faça investimento na indústria do Nordeste. Também estarão presentes no evento o governador do Maranhão, Carlos Brandão, o presidente da Federação de Indústrias do Estado, Edilson Baldez, e representantes da Finep e da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). Durante o evento, empresários poderão participar de rodadas de negócios com representantes de parceiros financeiros do BNDES, tais como Basa, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco e Santander, entre outros. A edição do BNDES Mais Perto de Você em São Luís ainda contará com a parceria institucional da Federação das Associações Empresariais do Maranhão (Faem), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Maranhão (FCDL), Associação Maranhense de Distribuidores e Atacadistas (Amda) e Associação dos Comerciantes de Material de Construção (Acomac). Apoio ao Maranhão – Em 2024, foram aprovados R$ 1,8 bilhão em operações com recursos do BNDES para o Maranhão. Desse montante, a maior parte foi para investimentos em agropecuária (R$ 995 milhões), seguido por comércio e serviços (R$ 482 milhões) e infraestrutura (R$ 344,9 milhões). Em relação ao porte das empresas, 76% das aprovações foram para micro, pequenas e médias empresas. Fonte: ASCOM/BNDES