Inscrições abertas para o Prêmio ABDE-BID 2026

Iniciativa estimula produção acadêmica sobre financiamento ao desenvolvimento; prazo de envio de artigos vai até 31 de julho A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) lançou, nesta quarta-feira (1), o edital da 12ª edição do Prêmio ABDE-BID de Artigos de Desenvolvimento, iniciativa que busca estimular a produção de conhecimento e o debate qualificado sobre os desafios do desenvolvimento sustentável no Brasil. Promovido em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB), o prêmio envolve academia, setor público, instituições financeiras e demais atores no debate sobre financiamento ao desenvolvimento. Ao longo das 11 edições anteriores, o prêmio já recebeu 422 artigos científicos, consolidando-se como uma das principais iniciativas voltadas à reflexão sobre o financiamento ao desenvolvimento no país. “O prêmio é uma forma de fomentar a produção e a disseminação de conhecimento sobre o financiamento ao desenvolvimento sustentável e justo, fortalecendo o papel do Sistema Nacional de Fomento como agente estratégico para o desenvolvimento brasileiro”, afirma a presidenta da ABDE e diretora do BNDES, Maria Fernanda Coelho, durante o lançamento, que ocorreu durante o Fórum de Desenvolvimento realizado pela ABDE em Brasília. Durante o evento, também foi entregue o livro intitulado “Prêmio ABDE-BID, Edição 2025”, onde estão os trabalhos apresentados na edição anterior. A representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Annette Kilmer, destacou que a ideia é atrair a pesquisa aplicada para ampliação de conhecimento. “Neste ano, teremos três categorias: a primeira, Financiamento ao Desenvolvimento Sustentável, Inclusivo e Inovador; a segunda, Soluções Baseadas na Natureza para Adaptação Urbana; e a terceira, Sistema OCB: desenvolvimento e cooperativismo de crédito”, enumerou. “Queremos saber dos pesquisadores, das instituições e organizações de pesquisa quais cases eles têm trabalhado, especialmente, com esse olhar de ajudar na inovação, na experimentação e na aprendizagem, para que cada vez possamos acertar melhor e apoiar o desenvolvimento no Brasil”, finalizou. As inscrições estão abertas de 1º de abril a 31 de julho de 2026. Os artigos devem abordar a experiência brasileira, podendo incluir referências internacionais, especialmente da América Latina e Caribe. Os trabalhos poderão ser submetidos de forma individual ou em grupo, com até quatro autores. A avaliação será feita por uma comissão julgadora independente com base em critérios como relevância do tema, metodologia, resultados e qualidade da redação. Além do reconhecimento acadêmico, os vencedores receberão premiação em dinheiro — R$ 8 mil para o primeiro lugar e R$ 4 mil para o segundo em cada categoria — além de certificados. Os trabalhos selecionados poderão ser publicados pela ABDE, contribuindo para a disseminação do conhecimento produzido. O cronograma do edital prevê ainda o período de avaliação dos trabalhos entre agosto e outubro, com divulgação dos vencedores em novembro e cerimônia de premiação em dezembro. A organização destaca que as datas podem ser alteradas conforme necessário, com atualizações a serem divulgadas no site da ABDE. ServiçoPrêmio ABDE-BID 2026 – 12ª ediçãoInscrições: de 1º de abril a 31 de julho de 2026Quem pode participar: autores individuais ou grupos de até quatro pessoasCategorias:
ABDE lança Agenda Legislativa 2026 com 41 propostas voltadas ao financiamento no Brasil

Documento apresentado na Câmara dos Deputados tem mira em pautas como crédito à exportação, defesa dos fundos públicos, inovação e cidades resilientes A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e a Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Sistema Nacional de Fomento (FPSNF) lançaram, nesta terça-feira (7), na Câmara dos Deputados, a Agenda Legislativa 2026. O documento consolida 41 propostas voltadas ao fortalecimento do crédito e à promoção do desenvolvimento sustentável no país, com foco na ampliação do financiamento de longo prazo para áreas estratégicas da economia, no âmbito do Sistema Nacional de Fomento (SNF). A Agenda Legislativa 2026 reúne proposições organizadas em eixos estratégicos, como crédito à exportação, desenvolvimento regional, defesa dos fundos públicos, fomento à inovação, neoindustrialização, títulos de crédito e cidades resilientes. A estrutura do documento busca orientar a atuação legislativa em temas considerados centrais para o crescimento econômico com inclusão social e sustentabilidade. O lançamento, realizado no Plenário 16, reuniu parlamentares, dirigentes de instituições financeiras e representantes do setor de fomento, em um movimento de articulação institucional que reforça o papel do Congresso Nacional na construção de políticas públicas estruturantes. A iniciativa consolida a atuação conjunta entre a ABDE e a Frente Parlamentar, criada em 2023 com a adesão de 193 deputados e 15 senadores, com o objetivo de defender instrumentos de financiamento, promover a descentralização do crédito e viabilizar investimentos em diferentes regiões do país. A Frente é coordenada externamente pela ABDE. Presidente da Frente Parlamentar, a deputada federal Luisa Canziani (PSD-PR) destacou a relevância do Sistema Nacional de Fomento na estrutura econômica do país. “O Sistema Nacional de Fomento desempenha um papel estratégico ao incentivar setores essenciais da economia brasileira. É formado, portanto, por 35 instituições financeiras de fomento articuladas pela ABDE”, afirmou. Segundo ela, a atuação conjunta entre a Frente e a Associação tem contribuído para avanços importantes, como a criação da Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD), do programa Mover e do Brasil Semicondutores, além do fortalecimento do Fungetur, do programa Acredita e da ampliação da participação da União no FGO. A parlamentar também destacou a recente aprovação da Lei nº 15.359/2026, que moderniza o sistema de crédito à exportação no Brasil. Entre as propostas priorizadas na Agenda Legislativa 2026 estão iniciativas voltadas ao fortalecimento do crédito à exportação, à criação e modernização de instrumentos financeiros sustentáveis, ao estímulo à inovação e ao desenvolvimento regional, além do aprimoramento dos mecanismos de financiamento de longo prazo — considerados essenciais para ampliar a competitividade do país e viabilizar investimentos estruturantes. O documento também reforça a importância do Sistema Nacional de Fomento (SNF), considerada estratégica para ampliar o acesso ao crédito, reduzir desigualdades regionais e impulsionar setores como infraestrutura, inovação e micro e pequenas empresas. Nos últimos anos, a atuação institucional da ABDE no Congresso Nacional tem apresentado resultados concretos. A entidade alcançou cerca de 63% de êxito em projetos legislativos voltados ao desenvolvimento, com impacto direto na vida da população. Entre os avanços estão medidas para mitigar os efeitos do tarifaço, contribuições relevantes na implementação da Reforma Tributária e a liberação de R$ 22 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Durante o evento, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PODE-PR) ressaltou os desafios estruturais do país e o papel do sistema de fomento nesse contexto. “Embora já existam vários fundos, nenhum é tão consistente a ponto de ter como meta complementar todas as necessidades do país. Outra questão futura é como pacificar essa imensa dívida que empresas e pessoas físicas têm no país. Como garantir o crédito? Como recuperar esse crédito? Como alavancar novas operações? O SNF tem um papel estratégico fundamental no futuro do nosso país”, afirmou. A diretora da ABDE e presidenta da Agência de Fomento do Rio Grande do Norte, Márcia Maia, destacou a importância da agenda diante do cenário econômico global e nacional. “Os desafios da atual conjuntura, como as mudanças climáticas, as assimetrias regionais e as tensões geopolíticas, exigem soluções e instrumentos cada vez mais arrojados. Nesse esforço, o Congresso Nacional assume um papel indispensável. Esta Agenda Legislativa representa um instrumento essencial para alinhar esforços e garantir as bases normativas para políticas públicas eficientes”, disse. Ela também ressaltou que a agenda estrutura nove temas estratégicos e 41 proposições, organizando prioridades que orientam a atuação institucional da Frente no Congresso Nacional. Segundo Márcia, mais do que listar pautas, o documento aponta caminhos para fortalecer o ambiente de negócios, ampliar o acesso ao crédito, estimular a inovação e reduzir desigualdades regionais, além de reforçar o papel dos fundos públicos como instrumentos centrais de financiamento de longo prazo. “Aproveito para destacar que, no Rio Grande do Norte, temos feito um esforço importante para fortalecer o empreendedorismo feminino. Inclusive, criamos uma linha de crédito específica para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, considerando que a dependência econômica do agressor é um dos principais entraves para a ruptura desse ciclo. A autonomia econômica é fundamental para que a mulher seja protagonista da própria história”, finalizou. Confira a agenda legislativa completa em aqui.
Autoridades defendem fortalecimento dos fundos públicos em fórum em Brasília

Evento promovido pela ABDE e pelo Banco do Brasil segue até esta quinta-feira (2) e reúne especialistas e representantes dos setores público e privado Fundamentais para viabilizar investimentos em áreas estratégicas e enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, os fundos públicos e o crédito de longo prazo ganharam centralidade na abertura da 11ª edição do Fórum do Desenvolvimento, nesta quarta-feira (1º), em Brasília. Promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e pelo Banco do Brasil (BB), com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e patrocínio da Cooperação Alemã (GIZ), o encontro que segue até quinta-feira (2) reúne autoridades e especialistas que debatem sobre a modernização dos instrumentos de financiamento em um cenário de crescente desenvolvimento sustentável. A presidenta da ABDE e diretora do BNDES, Maria Fernanda Coelho, iniciou sua fala destacando que o financiamento estruturante continua sendo um dos principais desafios do país. Segundo ela, é necessário avançar na criação de instrumentos mais eficazes e inovadores, capazes de responder às demandas atuais, especialmente diante da intensificação dos eventos climáticos extremos. A dirigente ressaltou que a agenda da entidade está concentrada em dois eixos principais: o fortalecimento das cidades sustentáveis — com foco em mobilidade, saneamento e moradia — e o aprimoramento dos fundos públicos como instrumentos estratégicos de desenvolvimento. “Esses fundos permitem maior transparência, focalização e acompanhamento social, sendo essenciais para dar respostas rápidas a situações críticas, como as enchentes no Rio Grande do Sul”, afirmou. A presidenta também anunciou uma série de iniciativas voltadas ao fortalecimento do Sistema Nacional de Fomento (SNF). Entre elas, o Prêmio ABDE-BID 2026, realizado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que chega à sua 12ª edição com o objetivo de estimular estudos e aproximar academia, setor público e iniciativa privada. Outro destaque foi o lançamento do Selo FGO, voltado a incentivar boas práticas, ampliar a transparência e qualificar a aplicação dos recursos relacionado ao Fundo de Garantia de Operações (FGO). Maria Fernanda anunciou ainda a criação do Observatório do Crédito para o Desenvolvimento, plataforma que pretende consolidar dados e análises sobre o uso do crédito no país, ampliando a compreensão dos impactos desses recursos na economia e na vida das famílias, das empresas e das cidades brasileiras. O vice-presidente de Negócios Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, reforçou que o cenário global de incertezas — marcado por conflitos geopolíticos e pela emergência climática — exige uma reorientação estratégica dos instrumentos de financiamento. Ele destacou que o Sistema Nacional de Fomento (SNF) reúne atualmente 35 instituições e responde por cerca de 70% do crédito para investimento no país, modelo que foi fundamental para a consolidação da economia nacional. “É essencial manter e aprimorar esse sistema, direcionando recursos também para novas agendas, como a transição climática”, afirmou. Sasseron enfatizou ainda o papel histórico dos fundos públicos e híbridos no desenvolvimento do país, citando instrumentos como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Segundo ele, iniciativas como o Fundo de Garantia de Operações (FGO), operado pelo Banco do Brasil, seguem sendo fundamentais para ampliar o acesso ao crédito, especialmente para micro e pequenas empresas. O executivo também mencionou a criação de um selo de reconhecimento para incentivar boas práticas na utilização desses recursos. Para o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, o Brasil vive um momento de fortalecimento do investimento produtivo e de avanço na modernização tecnológica. Ele anunciou a a capitalização do seu capital social da instituição, que permitirá acessar cerca de R$ 25 bilhões entre 2026 e 2028, reforçando a agenda de ciência, tecnologia e inovação nacional. Segundo Elias, programas como o Inovacred serão expandidos, com aumento do limite de crédito e foco em micro e pequenas empresas, além de uma estratégia voltada à redução das desigualdades regionais. “Estamos ampliando a articulação com bancos públicos para fortalecer cadeias produtivas e promover um desenvolvimento mais equilibrado”, afirmou. O dirigente também destacou ainda a destinação de R$ 100 milhões para projetos voltados à eficiência energética e produtividade, além da mobilização de cerca de R$ 71 bilhões nos últimos anos para iniciativas de inovação — um avanço significativo em relação a períodos anteriores, mas que ainda exige continuidade e coordenação. A dimensão internacional do debate foi reforçada pelo diretor da GIZ Brasil, Jochen Quinten, que destacou a importância da cooperação global diante de desafios como mudanças climáticas, desigualdade e tensões geopolíticas. Segundo ele, o Brasil ocupa posição estratégica na transição ecológica e já demonstra, na prática, como fundos públicos podem impulsionar transformações estruturais, especialmente em áreas como proteção ambiental e inclusão social. Quinten defendeu o avanço de modelos como o blended finance, que combinam recursos públicos e privados para ampliar o impacto dos investimentos.Na mesma linha, a representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Annette Kilmer, destacou a importância de fortalecer ambientes de experimentação e inovação no financiamento ao desenvolvimento. Segundo ela, é fundamental adotar abordagens baseadas em dados, com monitoramento contínuo e capacidade de adaptação. “Não podemos esperar por modelos perfeitos. Precisamos testar, aprender e ajustar, especialmente diante de desafios como a mudança climática”, afirmou. Kilmer também ressaltou iniciativas em parceria com a ABDE, a CVM e a GIZ voltadas à criação de um laboratório para desenvolvimento de soluções financeiras.O Fórum do Desenvolvimento segue até esta quinta-feira (2), na Arena do Banco do Brasil, em Brasília, reunindo autoridades, especialistas e representantes do setor público e privado. A programação pode ser acompanhada ao vivo pelo canal oficial da Associação Brasileira de Desenvolvimento no YouTube (www.youtube.com.br/@ABDEOficial) Foto: Bárbarah Queiroz
Novo observatório vai mapear os impactos do crédito direcionado na economia brasileira

Plataforma será lançada pela ABDE durante o Fórum do Desenvolvimento, em Brasília, nos dias 1º e 2 de abril O Brasil passará a contar, nos próximos dias, com uma nova plataforma voltada à análise do crédito direcionado, com a proposta de medir seus impactos sobre a economia, subsidiar políticas públicas e promover o debate sobre os recursos financeiros empregados pelas instituições de fomento. O Observatório do Crédito Direcionado será apresentado durante a 11ª edição do Fórum do Desenvolvimento, promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), nos dias 1º e 2 de abril, na Arena do Banco do Brasil, em Brasília. O evento é realizado em parceria com o Banco do Brasil, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e patrocínio da GIZ (Cooperação Alemã). Com financiamento inicial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e previsão de implementação ao longo de 12 meses, o observatório nasce como uma aposta para consolidar inteligência sobre o financiamento ao desenvolvimento no Brasil. Ao reunir dados, análises e evidências em um único ambiente, a iniciativa pretende fortalecer o desenho de políticas públicas e ampliar a compreensão sobre o papel do crédito direcionado. O Observatório do Crédito Direcionado será estruturado como um centro de referência em dados e análises sobre esse tipo de financiamento, reunindo, em uma plataforma única, informações sobre qualidade, eficiência e efeitos socioeconômicos dos recursos direcionados. A proposta é ampliar a transparência e qualificar o debate técnico ao consolidar evidências sobre o papel do crédito em setores estratégicos. No Brasil, o crédito direcionado — cujas condições e destinação são definidas por políticas públicas e normas do sistema financeiro — é um dos principais instrumentos de financiamento de investimentos de médio e longo prazo, especialmente em áreas como infraestrutura, habitação e agronegócio. Apesar da relevância, ainda são limitados os mecanismos sistemáticos de mensuração de seus impactos ao longo do tempo e entre diferentes regiões, o que tem dificultado avaliações mais precisas sobre sua efetividade. A nova plataforma buscará preencher essa lacuna ao estruturar indicadores padronizados e metodologias de avaliação capazes de mensurar efeitos econômicos, sociais e ambientais associados ao uso desses recursos. Entre os objetivos estão o monitoramento da eficiência do crédito, a análise de impactos sobre geração de emprego e renda e o apoio à tomada de decisão por formuladores de políticas públicas e órgãos reguladores. A governança do observatório será compartilhada entre a ABDE, instituições financeiras de desenvolvimento e uma universidade parceira, responsável pelo rigor metodológico e pela produção científica. Caberá à entidade coordenar a iniciativa, gerir a plataforma digital e promover a disseminação dos resultados, enquanto as instituições participantes atuarão como provedoras de dados e validarão as informações analisadas.
ABDE contrata estagiário de economia no Rio de Janeiro/RJ

A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), entidade que reúne 34 Instituições Financeiras de Desenvolvimento de todo o Brasil, procura estudantes dos cursos de Economia para ocupar vaga de Estagiário na Gerência de Relações Institucionais e Governamentais da ABDE. Local de Trabalho: a vaga será para a sede da ABDE, na cidade de Rio de Janeiro/RJ, em regime híbrido, podendo exercer suas funções fora do escritório em alguns dias da semana. Atribuições e responsabilidades: – Manutenção e atualização das bases de dados das Instituições Financeiras de Desenvolvimento monitoradas pela ABDE;– Gestão de projetos da Associação com parcerias nacionais e internacionais;– Estudos e pesquisas desenvolvidos pela GEROP;– Elaboração de apresentações, resumos, materiais de disseminação, entre outros;– Administração e Controle de Documentos;– Contato com especialistas, palestrantes e professores; e– Controle de e-mails para divulgação das atividades de capacitação e eventos. Requisitos exigidos: – Ensino superior cursando em Economia ou Administração a partir do 5° semestre;– Conhecimento básico do pacote Microsoft Office; Habilidades e conhecimentos desejáveis: – Conhecimento intermediário do pacote Microsoft Office;– Conhecimento avançado de Excel será considerado diferencial;-Conhecimento de outras ferramentas digitais; Bolsa e Benefícios: – Bolsa estágio no valor de R$1331,18– Vale alimentação/refeição no valor de R$55,00 por dia– Vale transporte Processo seletivo: – Análise de currículo;– Entrevistas;– Teste de habilidades. Para participar do processo seletivo, envie seu currículo para gerop@abde.org.br até o dia 20/04/2026
Crédito com recursos do BNDES para instituições cooperativas soma R$ 99,5 bi entre 2023 e 2025

O volume de crédito com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) repassados por bancos cooperativos e cooperativas de crédito alcançou R$ 99,5 bilhões entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025. O montante é 159,49% maior que os repasses feitos pelo Banco entre 2019 e 2022, quando o valor foi de R$ 38,3 bilhões. Nos últimos três anos, o crédito aprovado pelas instituições cooperativas para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) cresceu 155%, alcançando R$ 97,5 bilhões. Entre 2019 e 2022, o montante aprovado foi de R$ 38,2 bilhões. O crescimento também foi expressivo em todos os setores da economia. Na agropecuária, foram aprovados R$ 74,2 bilhões em crédito, acima dos R$ 30,5 bilhões no período entre 2019 e 2022. No setor de comércio e serviços, foram R$ 20,5 bilhões entre 2023 e 2025 (R$ 6,5 bilhões entre 2019 e 2022). Para a indústria da transformação, R$ 4,5 bilhões (R$ 1,1 bilhão entre 2019 e 2022) e para a indústria extrativa, foram aprovados R$ 267,6 milhões (R$ 39,8 milhões na gestão anterior). “As cooperativas de crédito e os bancos cooperativos cumprem um papel estratégico na democratização do acesso ao crédito no Brasil. Ao estarem presentes onde muitas vezes o sistema financeiro tradicional não chega, especialmente em pequenos municípios e regiões rurais, essas instituições fortalecem o empreendedorismo local, apoiam micro, pequenas e médias empresas e impulsionam a geração de emprego e renda. Mais do que ofertar crédito, o cooperativismo financeiro promove inclusão, educação financeira e desenvolvimento econômico sustentável, distribuindo oportunidades e consolidando um crescimento mais equilibrado para o país, prioridade do governo do presidente Lula”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Distribuição regional – Em todas as regiões do país, houve crescimento na aprovação de operações no triênio 2023-2025. Para o Nordeste, R$ 1,9 bilhão (R$ 309,2 milhões entre 2019 e 2022). Para empresas da região Norte, foram aprovados R$ 4,3 bilhões (R$ 1,2 bilhão entre 2019 e 2022). No Sudeste, R$ 20,4 bilhões (R$ 2,9 bilhões), no Sul, R$ 55 bilhões (R$ 27,5 bilhões), e no Centro-Oeste, R$ 17,7 bilhões (acima dos R$ 6,4 bilhões entre 2019 e 2022). Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, os dados refletem a maturidade e a relevância estratégica do cooperativismo financeiro no apoio às políticas públicas de desenvolvimento. “Esse crescimento expressivo mostra que o cooperativismo financeiro se consolidou como um dos principais canais de repasse dos recursos do BNDES, combinando escala, capilaridade e proximidade com o tomador final do crédito. As cooperativas conhecem a realidade local, avaliam melhor o risco e conseguem transformar financiamento em investimento produtivo, geração de renda e desenvolvimento regional”, afirma. “Os números confirmam que o cooperativismo financeiro é um instrumento robusto de inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável. Ao ampliar o acesso ao crédito em todas as regiões e para diferentes setores da economia, as cooperativas contribuem para fortalecer negócios, reduzir desigualdades regionais e impulsionar o crescimento de forma mais equilibrada e duradoura”, acrescenta Tania Zanella ao destacar o papel estrutural das cooperativas financeiras para o crescimento do Brasil. Segundo o presidente da Cresol Confederação, Cledir Assisio, a relação do cooperativismo brasileiro com o BNDES tem se mostrado como um importante e estratégico vetor de desenvolvimento e fortalecimento da economia em diferentes regiões do nosso país. “Ao realizarmos uma avaliação da parceria do Sistema Cresol com o BNDES que vem sendo construída há quase três décadas, podemos afirmar que são incontáveis as histórias de famílias, empresas, pessoas que transformaram sua condição econômica e social a partir desta relação estratégica. Nos cabe agradecer imensamente ao BNDES por acreditar no cooperativismo, nos dando a oportunidade de construirmos uma linda história de sucesso por meio da cooperação entre BNDES, Cresol e o mutuário final que é o foco principal de nossas ações.” “Conhecer de perto a realidade e as necessidades dos empreendedores e produtores rurais é um grande diferencial do Sicredi e do cooperativismo. A partir disso, a parceria com o BNDES tem sido fundamental para que façamos os recursos chegarem a quem mais precisa, gerando desenvolvimento econômico e social”, afirma Gustavo Freitas, diretor executivo de Crédito e Segmentos do Sicredi. Para o diretor de coordenação sistêmica, sustentabilidade e relações institucionais do Sicoob, Ênio Meinen, as cooperativas, historicamente, dadas as suas características, sobretudo a finalidade não lucrativa e o seu compromisso com a justiça financeira, operam com um spread médio de 1% ao ano abaixo do praticado pelos bancos comerciais. “Lembrando que 1% ao ano significa 25% do spread médio total. Para além disso, ao lado da inclusão de empreendedores de comunidades remotas, os prazos concedidos pelas cooperativas nas operações com os cooperados têm em média 12 meses (ou seja, 1 ano) a mais do que os facultados pelos outros agentes aos seus clientes.” Fonte: Ascom/BNDES