ABDE abre consulta pública para Observatório do Crédito

Dúvidas sobre o Termo de Referência, que estabelece critérios de seleção da instituição acadêmica que atuará nas pesquisas, podem ser enviadas até 28/8 A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) abriu consulta pública sobre o Termo de Referência (TdR) que trata da seleção da instituição de ensino superior e pesquisa que atuará como parceira técnico-científica do Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD). Dúvidas e contribuições relacionadas ao documento podem ser encaminhadas até o dia 28 de agosto pelo e-mail gesei@abde.org.br. Lançado em abril deste ano, durante a 11ª edição do Fórum do Desenvolvimento, em Brasília, o Observatório é uma iniciativa coordenada pela ABDE, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A plataforma foi criada para consolidar dados e análises sobre o crédito direcionado no país, permitindo acompanhar sua efetividade e mensurar seus impactos econômicos, sociais e ambientais. O Termo de Referência submetido à consulta detalha o modelo de parceria com a instituição acadêmica, que funcionará como braço científico do Observatório. Entre suas responsabilidades estarão o desenvolvimento metodológico, a realização de avaliações de impacto do crédito direcionado e a produção de conhecimento técnico e científico. A instituição selecionada também atuará na consolidação do reservatório de dados e nas análises realizadas a partir dessas informações. A parceria será fundamental para um dos principais objetivos do OCD: reduzir as lacunas existentes na avaliação dos resultados do crédito direcionado. Dessa forma, o Observatório pretende promover o monitoramento contínuo desses recursos, mensurar seus impactos socioeconômicos e ambientais e gerar informações que possam subsidiar tanto a formulação de políticas públicas quanto a tomada de decisão. Entre as atribuições previstas para a instituição selecionada estão a estruturação e governança das bases de dados, a definição e documentação de metodologias de avaliação, a realização de análises ex-post das operações de crédito e a construção de indicadores de desempenho e impacto. O primeiro ciclo de execução terá duração de 12 meses, com possibilidade de prorrogação de acordo com a evolução do projeto. Entre os produtos previstos estão plano de trabalho, nota metodológica, relatórios de acompanhamento, avaliação setorial de impacto, artigos referenciais, repositório de códigos e uma versão inicial do repositório de dados do Observatório. O edital de seleção será lançado ainda este ano. Consulta pública – Termo de Referência do Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD)Dúvidas e contribuições: gesei@abde.org.brPrazo: até 28 de agosto Confira mais detalhes na TdR:
ABDE elabora carta às candidaturas de 2026 com 20 propostas sobre financiamento

Documento reúne cinco eixos estratégicos e convida candidatos do Legislativo e Executivo a assumirem compromissos com o fortalecimento do SNF A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), representante do Sistema Nacional de Fomento (SNF), produziu um documento intitulado Carta Aberta às Candidaturas 2026, que apresenta uma agenda estratégica de propostas voltadas ao fortalecimento do financiamento ao desenvolvimento no Brasil. Direcionada aos candidatos à Presidência da República, aos governos estaduais e ao Poder Legislativo, a carta reúne 20 propostas estruturadas em cinco eixos prioritários e um compromisso mínimo que a entidade solicita que seja assumido publicamente pelas candidaturas. O documento destaca o papel do Sistema Nacional de Fomento como principal instrumento de crédito para o desenvolvimento do país. Atualmente, o SNF reúne 35 instituições — entre bancos públicos, bancos de desenvolvimento, agências de fomento, sistemas cooperativos, além da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Esse sistema é responsável por 45% do crédito nacional, com R$ 6,9 trilhões em ativos, atendimento a 75 milhões de clientes e presença em todos os 5.570 municípios brasileiros. A carta ressalta ainda que, em 2025, o Sistema respondeu por 98% do financiamento aos estados e municípios, 66% do crédito rural, 76% do crédito para infraestrutura e 74% do financiamento de longo prazo no país, evidenciando sua importância para a execução de políticas públicas e para o desenvolvimento regional. Ao contextualizar os desafios do Brasil para o ciclo 2027-2030, a ABDE aponta gargalos históricos que exigem uma estratégia consistente de financiamento. Entre eles estão o baixo investimento em infraestrutura (2% do PIB), os investimentos em ciência e tecnologia (1,2% do PIB), a falta de coleta de esgoto para cerca de 100 milhões de brasileiros, a elevada informalidade, que atinge 40% da força de trabalho, e os impactos crescentes das mudanças climáticas, que já provocam perdas superiores a R$ 100 bilhões por ano. O documento também lembra que a transição para uma economia de baixo carbono demandará investimentos superiores a US$ 1 trilhão até 2050. Cinco eixos estratégicos As propostas apresentadas pela ABDE estão organizadas em cinco grandes eixos de políticas públicas: Propõe a modernização do marco regulatório das instituições financeiras de desenvolvimento, tratamento regulatório proporcional aos diferentes modelos que compõem o SNF, fortalecimento da atuação legislativa em favor do Sistema Nacional de Fomento e aperfeiçoamento das regras para ampliar o acesso ao crédito em todo o país. Defende a criação de novas fontes de recursos para ampliar o crédito de longo prazo, mecanismos inovadores de captação, fortalecimento dos fundos públicos e garantidores de crédito, além da diversificação dos instrumentos de financiamento para políticas públicas. Apresenta medidas para ampliar o financiamento da agricultura sustentável, da indústria, das micro e pequenas empresas, da inovação, da pesquisa e da conectividade digital, fortalecendo a competitividade e a soberania tecnológica brasileira. Propõe ampliar os instrumentos financeiros voltados à descarbonização da economia, aumentar a capacidade de financiamento das cidades para adaptação às mudanças climáticas e integrar desenvolvimento econômico, Defesa Civil e instituições financeiras para resposta rápida a eventos extremos. Reúne propostas voltadas à expansão do microcrédito e das microfinanças, educação financeira, fortalecimento do empreendedorismo feminino, inclusão produtiva e valorização do cooperativismo como instrumento de desenvolvimento econômico e social. Compromisso mínimo Além das propostas, a ABDE solicita que as candidaturas assumam cinco compromissos considerados essenciais: o reconhecimento do Sistema Nacional de Fomento como infraestrutura permanente de desenvolvimento; a modernização do marco regulatório das instituições financeiras de desenvolvimento; a preservação dos fundos públicos como instrumentos permanentes de financiamento; o compromisso com uma agenda integrada de financiamento da transição climática; e o fortalecimento da educação financeira, da inclusão produtiva e do cooperativismo. Ao final da carta, a entidade coloca sua equipe técnica à disposição para apresentar dados, projeções e estudos sobre o Sistema Nacional de Fomento às equipes programáticas das candidaturas e solicita reuniões para aprofundar as propostas apresentadas. A ABDE defende que o processo eleitoral de 2026 representa uma oportunidade para consolidar o entendimento de que o Sistema Nacional de Fomento é um patrimônio nacional e um instrumento estratégico para promover um desenvolvimento sustentável, inclusivo e capaz de alcançar todas as regiões do país.
Workshop debate como usar estratégias de mitigação de riscos para financiar projetos sustentáveis

Temos um encontro marcado no dia 20 de agosto, às 10h: vamos mergulhar nas dinâmicas de mobilização de capital para o financiamento climático no Brasil, com discussão de conceitos fundamentais, panorama local e análise de casos práticos de mitigação de riscos em projetos voltados à transição sustentável. O workshop é o primeiro encontro da Jornada de Blended Finance 2026, que tem o mote “De-risking Brasil: instrumentos para o financiamento da transição. A programação reúne especialistas do setor financeiro nacional e internacional. Participam do encontro Paula Peirão, líder regional para América Latina e Caribe da Unep-FI (Iniciativa Financeira do Programa da ONU para o Meio Ambiente); Luiza Boechat, líder de projetos do BCG (Boston Consulting Group); Rebeca Lima, diretora de América Latina e Caribe da Gfanz (Aliança Financeira de Glasgow para Emissões Líquidas Zero); Fernando Salazar, líder de finanças climáticas para América Latina e Caribe da Unep-FI; e Luiz Pires, gerente-executivo de Sustentabilidade e Inovação da Anbima. A jornada é uma realização conjunta entre Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento), CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e Unep-FI, reunindo diferentes segmentos do sistema financeiro em torno da agenda climática brasileira. Confira a agenda completa e inscreva-se para os encontros: 20/8, às 10h | Como destravar capital climático: de-risking no financiamento da transição| https://anbi.ma/JBF26_ws01 9/9, às 10h | Da ideia ao investimento: construindo projetos financiáveis | https://anbi.ma/JBF26_ws02 30/9, às 10h | Reduzir risco, multiplicar impacto: como mitigar, transferir e compartilhar riscos | https://anbi.ma/JBF26_ws03 21/10, às 10h | Como atrair capital: dosando o risco-retorno de investimentos para a transição | https://anbi.ma/JBF26_ws04
ABDE realiza primeira reunião de GT sobre Fundos Garantidores

Grupo reúne instituições do Sistema Nacional de Fomento para discutir desafios e propostas de aprimoramento desses instrumentos A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) realizou, nesta terça-feira (18), a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre Fundos Garantidores do Sistema Nacional de Fomento (SNF). A iniciativa busca ampliar a articulação entre os gestores, compartilhar experiências e construir propostas para aumentar a efetividade desses instrumentos como mecanismos de política pública de desenvolvimento. Participam do grupo representantes da ABDE, BNDES, Banco do Brasil, Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), Finep e Sebrae. A previsão é que instituições financeiras de desenvolvimento subnacionais que administram fundos garantidores também se integrem ao GT. Na primeira reunião, foram alinhados os objetivos, a metodologia e as próximas etapas do trabalho. O encontro também contou com a apresentação dos principais pontos sobre fundos garantidores levantados no estudo da ABDE sobre Fundos Executores de Políticas Públicas, com participação dos consultores Geraldo Biasoto, Murilo Viana e Paulo Vales. O grupo iniciou ainda o mapeamento dos fundos administrados pelas instituições participantes e o debate sobre desafios, gargalos regulatórios e operacionais e oportunidades de aprimoramento. Entre os resultados esperados estão a elaboração de um diagnóstico consolidado, a identificação de boas práticas e a construção de recomendações para fortalecer os fundos garantidores no âmbito do SNF. Como próximos passos, o GT deverá aprofundar as informações levantadas e pactuar o calendário das próximas reuniões.
Inscrições para o Prêmio ABDE de Jornalismo seguem abertas até 30 de setembro

Terceira edição vai distribuir R$ 135 mil em premiações para reportagens em texto, áudio e vídeo sobre o papel do Sistema Nacional de Fomento no financiamento a cidades sustentáveis Jornalistas de todo o país têm até 30 de setembro para se inscrever na terceira edição do Prêmio ABDE de Jornalismo, promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE). A iniciativa vai distribuir R$ 135 mil em premiações para trabalhos que mostrem como o Sistema Nacional de Fomento (SNF) contribui para o desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras. Ao todo, serão 18 premiações, distribuídas entre categorias nacionais e regionais nas modalidades Texto, Áudio e Vídeo. Em cada uma delas, o primeiro colocado receberá R$ 15 mil, o segundo, R$ 5 mil, e o terceiro, R$ 2,5 mil. Os vencedores também receberão placa e certificado. Com o tema “O Sistema Nacional de Fomento no financiamento a cidades sustentáveis”, a edição deste ano busca estimular a produção jornalística sobre a atuação das instituições que integram o SNF na viabilização de projetos capazes de promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental. O Sistema é composto por 35 instituições, entre bancos públicos federais, bancos de desenvolvimento, agências de fomento, bancos comerciais estaduais, bancos cooperativos, além da Finep e do Sebrae. As reportagens podem abordar dez eixos temáticos: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); Soluções Baseadas na Natureza (SbN); mobilidade urbana verde e transporte de baixo carbono; transição energética; bioeconomia e desenvolvimento urbano sustentável; agricultura sustentável; inovação, tecnologia e digitalização das cidades; títulos verdes; resiliência climática; e infraestrutura verde. Podem concorrer matérias e reportagens publicadas em veículos de jornalismo impresso, webjornalismo, emissoras de rádio e televisão sediados no Brasil, respeitadas as regras de cada categoria. Os trabalhos precisam ter sido veiculados entre 1º de janeiro e 10 de setembro de 2026 e editados em português. Cada profissional pode inscrever até três trabalhos, independentemente da categoria, enquanto não há limite de inscrições por veículo. A avaliação levará em consideração critérios como relevância do conteúdo, qualidade jornalística, impacto e benefício público, ética, originalidade, inovação e criatividade. A proposta do prêmio é incentivar reportagens que ampliem o conhecimento da sociedade sobre o Sistema Nacional de Fomento e evidenciem sua contribuição para o desenvolvimento regional sustentável. Serviço 3º Prêmio ABDE de JornalismoInscrições: até 30 de setembro de 2026Período de publicação dos trabalhos: de 1º de janeiro a 10 de setembro de 2026Tema: “O Sistema Nacional de Fomento no financiamento a cidades sustentáveis”Categorias: Texto, Áudio e Vídeo, nas modalidades Nacional e RegionalComo participar e regulamento: abde.org.br/premio-de-jornalismo
ABDE assina proposta para ampliar transparência de dados ambientais

Iniciativa apresentada ao CONAMA e ao CNRH busca facilitar acesso a informações para avaliação de riscos socioambientais e climáticos A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) se uniu a organizações da sociedade civil na assinatura de uma Nota Técnica que propõe regras nacionais para ampliar e padronizar o acesso a dados ambientais no país. O documento, destinado ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), busca facilitar o uso dessas informações na avaliação de riscos socioambientais e climáticos e na tomada de decisões de financiamento e investimento. A proposta prevê a disponibilização, em formato digital e de acesso público, de informações sobre licenciamento ambiental, outorgas de uso de recursos hídricos, autos de infração, áreas embargadas e Termos de Ajuste de Conduta (TACs). Para o diretor-executivo da ABDE, André Godoy, o acesso a informações ambientais de qualidade contribui diretamente para a atuação das instituições financeiras de desenvolvimento. “Informações públicas confiáveis, atualizadas e acessíveis permitem decisões mais qualificadas, reduzem assimetrias de informação e ampliam a capacidade das instituições financeiras de direcionar recursos para iniciativas que conciliem desenvolvimento econômico, responsabilidade socioambiental e geração de valor para a sociedade. Trata-se de um avanço importante para fortalecer a qualidade do financiamento ao desenvolvimento no Brasil.” A Nota Técnica também apresenta um diagnóstico sobre a disponibilidade de informações ambientais nos estados, apontando diferenças no nível de transparência e casos de dados fragmentados, desatualizados ou de difícil acesso. A expectativa é que as propostas avancem nos conselhos nacionais e contribuam para uma infraestrutura pública de dados ambientais mais acessível e adequada às necessidades de gestão de riscos e de financiamento ao desenvolvimento sustentável. Também assinam a Nota Técnica a Associação Soluções Inclusivas Sustentáveis (SIS), Observatório do Clima (OC), Instituto Internacional Arayara, Instituto Ethos, Conectas Direitos Humanos, Greenpeace Brasil, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Cerrado do Brasil, Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA), Instituto de Direito Coletivo (IDC), Instituto Physis Cultura e Ambiente e Cáritas Brasil. Imagem: Banco de Imagens Envato