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Outra cartilha PRSAC
De fora para dentro

Entendendo o
Gerenciamento de Riscos Sociais, Ambientais e Climáticos

GRSAC

Orientações para instituições financeiras brasileiras sobre como identificar, mensurar, monitorar e mitigar riscos SAC — protegendo a solidez financeira e a estabilidade operacional.

07
Seções
12
Desafios
11
Oportunidades
10
Passos
07
Métricas
de risco
● Resolução CMN 4.557 / 2017● Atualização CMN 4.943 · 2021● Risco Social · Ambiental · Climático● Físico & Transição● De fora para dentro ↘
00
Introdução

Apresentação

Esta cartilha reúne orientações para as instituições financeiras brasileiras implementarem estratégias, processos e estruturas para o gerenciamento de riscos sociais, ambientais e climáticos (gestão de RSAC). A principal referência normativa é a Resolução CMN nº 4.557, de 23/2/2017, conforme atualização pela Resolução CMN nº 4.943, de 15/9/2021, que incorporou os riscos SAC ao arcabouço de gerenciamento de riscos das instituições financeiras.

A cartilha integra o projeto de relatoria técnica do Seminário “Sustentabilidade Social, Ambiental e Climática no Setor Financeiro Brasileiro: da responsabilidade à gestão dos riscos”, realizado nos dias 24 e 25 de junho de 2025 pelo Banco Central do Brasil (BCB), o qual foi apoiado pela GIZ sob a égide do Projeto Finanças Brasileiras Sustentáveis (FiBraS). A elaboração da cartilha é uma iniciativa da GIZ Brasil/ Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH no âmbito da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável por meio do Projeto FiBraS, apoiado pelo Bundesministerium für wirtschaftliche Zusammenarbeit und Entwicklung (BMZ) da Alemanha. Cabe ressaltar que as orientações contempladas neste documento não são oriundas diretamente do BCB. Elas são o resultado dos insumos coletados no âmbito do referido Seminário.

O conteúdo da cartilha está disposto em sete seções. A primeira seção aborda o contexto em que emergiu a atenção a riscos SAC das instituições financeiras, ao passo que a segunda seção apresenta um histórico conciso dos marcos prudenciais emitidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A terceira seção oferece um detalhamento dos aspectos normativos da gestão de RSAC, dedicando-se a quarta seção ao tema dos exercícios de estresse associados a esses riscos. A quinta e a sexta seções relacionam-se diretamente com o Seminário sobre temas SAC organizado pelo BCB, e sistematizam, respectivamente, os desafios e as oportunidades atinentes ao gerenciamento de riscos SAC identificados na relatoria técnica do Seminário. A sétima e última seção apresenta um passo a passo composto de iniciativas-chave para a implementação do gerenciamento de RSAC pelas instituições financeiras.

01
Seção 01

Contexto

A gestão de RSAC insere-se no arcabouço prudencial como elemento central para a preservação da estabilidade e solidez das instituições financeiras.

Óticas diferentes e complementares
GRSAC
"De fora para dentro"

Opera a partir de métricas orientadas à identificação e mensuração de perdas potenciais, à proteção do capital, à preservação da liquidez e à mitigação de riscos SAC.

PRSAC
"De dentro para fora"

Promoção de impactos positivos das IFs nas dimensões social, ambiental e climática — riscos SAC podem ensejar ações de responsabilidade, mas não esgotam o escopo.

Riscos sociais, ambientais e climáticos

Risco Social

Perdas ocasionadas por eventos associados à violação de direitos e garantias fundamentais ou a atos lesivos a interesse comum.

Risco Ambiental

Perdas associadas à degradação do meio ambiente e ao uso excessivo de recursos naturais, incluindo serviços ecossistêmicos.

Risco Climático

Subdivide-se em transição (adaptação à economia de baixo carbono) e físico (eventos climáticos extremos e alterações de longo prazo).

02
Seção 02

Histórico

O gerenciamento de riscos SAC resulta de um processo recente de incorporação da agenda SAC ao arcabouço prudencial do sistema financeiro brasileiro.

2008
autorregulação

Compromissos Voluntários

Início dos compromissos voluntários do sistema financeiro voltados à agenda socioambiental: gestão de riscos, transparência e prevenção de práticas inadequadas.

2020
estratégia BCB

Sustentabilidade na Agenda do BCB

Sustentabilidade integra a estratégia institucional do BCB, estruturando normativos em três eixos: gestão de riscos SAC, transparência e responsabilidade SAC.

2021
marco central

Novo Marco Regulatório SAC

Distinção entre responsabilidade SAC (impactos das IFs sobre a sociedade) e gestão de riscos SAC (efeitos desses fatores sobre a IF).

2022
supervisão

Avanço da Supervisão Prudencial

Ciclos de supervisão mais amplos verificam a incorporação dos riscos SAC às práticas das instituições.

2023
ARCs específicas

Integração ao Ciclo Regular

Avaliações de Riscos e Controles (ARCs) específicas para responsabilidade SAC e gestão de riscos SAC.

2024
ampliação

Escopo Estendido

A supervisão de riscos SAC é estendida a instituições financeiras não bancárias, ampliando o alcance do arcabouço prudencial SAC.

03
Seção 03

Conteúdo
da norma

Marcos normativos, definições de risco, estrutura de gerenciamento e requisitos de divulgação que sustentam a gestão de RSAC sob a ótica de fora para dentro.

Marcos de Referência
Norma Básica
CMN nº 4.557
23/2/2017 — atualizada CMN nº 4.943 (15/9/2021)
Acessórias
Resoluções BCB
nº 139 (15/9/2021) — atualizada BCB n° 306 (23/3/2023) · n° 445 (17/12/2024) · n° 447 (19/12/2024)
nº 151 (6/10/2021) — atualizada BCB n° 353 (23/11/2023)
Complementar
MSU
Manual de Supervisão · GPS subitens 10.10.10.11.01 e .02
3.1 · Premissa
GRSAC · de fora para dentro

Ótica prudencial e gerenciamento de perdas

A gestão de RSAC diz respeito à necessidade de gerenciamento da possibilidade de perda para a IF, em decorrência de questões sociais, ambientais ou climáticas.

Duas perspectivas distintas e complementares
PRSAC — responsabilidade SAC
Princípios e diretrizes para promover impactos positivos. Cartilha PRSAC.
Gestão de RSAC — ótica prudencial
Gerenciamento da possibilidade de perdas decorrentes de questões SAC para a IF. Foco desta cartilha.

Fonte: GPS, subitem 10.10.10.11.02 - Gestão dos RSAC, pontos 1.2 e 1.6

3.2 · O que a instituição deve fazer

Estrutura de gerenciamento contínuo

Identificar, mensurar, avaliar, monitorar, reportar, controlar e mitigar riscos decorrentes de exposições a eventos SAC. Adotar política de divulgação pertinente.

Incorporar riscos SAC à estratégia

Estratégias de negócios, arranjos de governança interna e gestão integrada de riscos — observando porte e relevância.

Profissionais qualificados

Manter número suficiente de profissionais tecnicamente qualificados nas áreas sujeitas à assunção de riscos.

Fonte: Resolução CMN n° 4.557, arts. 2°, 6°, 7°, 8° e 10; GPS, subitem 10.10.10.11.02 - Gestão dos RSAC, pontos 1.6 e 1.7.

3.3 · Conceitos Básicos

Definição: Possibilidade de perdas ocasionadas por eventos associados à violação de direitos e garantias fundamentais ou a atos lesivos a interesse comum.

Interesse comum: aquele associado a grupo de pessoas ligadas jurídica ou factualmente pela mesma causa, quando não relacionado às definições de risco ambiental ou climático.

01Assédio, discriminação ou preconceito por atributos pessoais (etnia, raça, condição socioeconômica, gênero, religião, deficiência, posicionamento ideológico)
02Trabalho em condições análogas à escravidão — incluindo contrapartes que submetem trabalhadores a tais condições
03Exploração irregular, ilegal ou criminosa do trabalho infantil
04Tráfico de pessoas, exploração sexual ou proveito criminoso da prostituição
05Não observância da legislação previdenciária ou trabalhista, incluindo saúde e segurança do trabalho
06Atos que impactem povos ou comunidades tradicionais — indígenas e quilombolas — incluindo invasão ou exploração ilegal de suas terras
07Ato lesivo ao patrimônio público, histórico, cultural ou à ordem urbanística
08Práticas associadas a alimentos ou produtos danosos: agrotóxicos, dependência química, materiais radioativos, armas e munições
09Exploração irregular de recursos naturais — hídricos, florestais, energéticos e minerais — com violação de direito fundamental
10Tratamento irregular, ilegal ou criminoso de dados pessoais
11Desastre ambiental humano com consequências sociais: rompimento de barragem, acidente nuclear, derramamento químico
12Alteração regulatória, legal ou na atuação governamental associada a direito fundamental ou interesse comum
13Ato regular, legal e não criminoso que, por ser considerado lesivo a interesse comum, impacte negativamente a reputação da IF
Avaliação no DRSAC · fatores a considerar
Trabalho escravo
Trabalho infantil
Saúde & segurança
Danos a comunidades
Outros fatores

Definição: Possibilidade de perdas ocasionadas por eventos associados à degradação do meio ambiente, incluindo o uso excessivo de recursos naturais e serviços ecossistêmicos.

01Conduta irregular contra fauna ou flora — desmatamento, incêndio, degradação de biomas, tráfico ou maus-tratos a animais
02Poluição irregular, ilegal ou criminosa do ar, das águas ou do solo
03Exploração irregular de recursos naturais (hídricos, florestais, energéticos, minerais), inclusive em áreas ambientalmente sensíveis ou sobrepostas a APAs
04Descumprimento de condicionantes do licenciamento ambiental — embargos, multas dos órgãos ambientais
05Desastre ambiental humano: rompimento de barragem, acidente nuclear, derramamento químico
06Alteração regulatória decorrente de degradação ambiental que impacte a IF
07Ato regular, legal e não criminoso com impacto reputacional por degradação ambiental
Avaliação no DRSAC · fatores a considerar
Energia
Água
Resíduos
Ar — poluição
Biodiversidade
Materiais perigosos
Solo — contaminação
Outros fatores
Transição

Perdas associadas ao processo de transição para uma economia de baixo carbono — em que a emissão de GEE é reduzida ou compensada e os mecanismos naturais de captura são preservados.

T1Alteração em legislação, regulamentação ou atuação governamental associada à transição
T2Inovação tecnológica associada à transição que impacte negativamente a IF
T3Alteração na oferta ou demanda de produtos e serviços associada à transição
T4Percepção desfavorável de clientes, mercado ou sociedade sobre o grau de contribuição da IF
Físico

Perdas associadas a intempéries frequentes e severas ou a alterações ambientais de longo prazo, relacionadas a mudanças em padrões climáticos.

F1Condição climática extrema: seca, inundação, enchente, tempestade, ciclone, geada, incêndio florestal
F2Alteração ambiental permanente: nível do mar, escassez de recursos, desertificação, mudança em padrão pluvial ou de temperatura
Avaliação no DRSAC · fatores a considerar
Físico
Intempéries Alterações de longo prazo Outros
Transição
Políticas & legislação Tecnologia Mercados & consumidores Outros

Fonte: Resolução CMN n° 4.557, arts. 38-A, 38-B e 38-C; GPS, subitem 10.10.10.11.01 - Riscos social, ambiental e climático (RSAC).

3.4 · Estrutura de gerenciamento de RSAC

Conjunto de políticas, processos, procedimentos, pessoas e sistemas por meio do qual a IF deve gerenciar sua exposição a esses riscos.

A governança compreende o papel das instâncias da IF nos níveis estratégico, tático e operacional — em especial CA, diretoria, CRO, comitê de riscos, comitê de auditoria e unidades de negócio.

Estratégico
Conselho de Administração
Aprovação de políticas e supervisão
Executivo
Diretoria + CRO
Diretor responsável pelo gerenciamento de riscos
Colegiadas
Comitê de Riscos & Auditoria
Comitê de auditoria · unidades de negócio e gerenciamento de risco
A estrutura deve prever
01Mecanismos para identificar e monitorar RSAC incorridos pela IF — em produtos, serviços, atividades, processos, contrapartes, controladas, fornecedores e prestadores terceirizados
02Identificação, avaliação, classificação e mensuração com base em critérios e informações consistentes e passíveis de verificação, incluindo informações de acesso público
03Registro de dados relevantes — perdas incorridas discriminadas por risco social, ambiental ou climático, com valores, natureza, região geográfica e setor econômico
04Identificação tempestiva de mudanças políticas, legais, regulamentares, tecnológicas ou de mercado — e procedimentos para mitigação desses impactos
05Monitoramento de concentrações de exposições a setores ou regiões mais suscetíveis a danos SAC, com estabelecimento de limites quando apropriado
06Identificação tempestiva de percepção negativa de clientes, mercado e sociedade que possa impactar relevantemente o risco incorrido
07Análise de cenários, no programa de testes de estresse, considerando hipóteses de mudanças em padrões climáticos e de transição para uma economia de baixo carbono

Fonte: Resolução CMN n° 4.557, art. 38-D; GPS, subitem 10.10.10.11.02 - Gestão dos RSAC, ponto 1.6.

3.5 · Interações entre os riscos

O tratamento das interações dos riscos SAC entre si e com os demais riscos da IF deve ser explicitamente contemplado na estrutura de gerenciamento.

Riscos SAC como fonte significativa

Critérios claramente documentados e passíveis de verificação para identificar os riscos SAC como origem dos demais riscos.

Mercado & IRRBB

Avaliação do impacto dos riscos SAC nas posições sujeitas ao risco de mercado e ao risco de taxa de juros da carteira bancária.

Risco operacional

Políticas, estratégias e procedimentos para mitigação do risco operacional que possa ser associado a evento de riscos SAC.

Risco de liquidez

Políticas, estratégias e procedimentos para mitigação do risco de liquidez que possa ser associado a evento de riscos SAC.

Risco de crédito — mecanismos específicos

Consideração de aspectos relativos aos riscos SAC na concessão, classificação e monitoramento das operações sujeitas ao risco de crédito:

iDevida diligência na identificação da contraparte
iiIndicadores para qualificação e classificação periódica da contraparte conforme os riscos SAC
iiiAvaliação de impactos na qualidade creditícia diante de eventos de riscos SAC
ivCritérios para avaliação periódica de garantias, colaterais e mitigadores de crédito

Indicadores para qualificação da contraparte

01
Setores econômicos mais relevantes de atuação da contraparte
02
Regiões geográficas mais relevantes de atuação da contraparte
03
Histórico de cumprimento de legislação específica aplicável
04
Capacidade da contraparte de gerenciamento dos riscos SAC
05
Existência de relatório de auditoria especializada independente sobre procedimentos e controles SAC da contraparte

Nota: os exemplos enfatizam operações de crédito. Os riscos SAC devem ser contemplados também em investimentos (TVM, participações societárias), nos demais negócios e nas atividades internas da IF.

Fonte: Resolução CMN n° 4.557, art. 38-E

3.6 · Política de Divulgação de informações

A IF deve implementar uma política de divulgação sobre a estrutura de gerenciamento contínuo e integrado de riscos, com aspectos específicos dos riscos SAC.

Relatórios Gerenciais

Destinados à diretoria, comitê de riscos e CA · escopo amplo

Conteúdo:

·Valores agregados de exposição e principais determinantes
·Aderência à RAS, políticas e limites
·Avaliação de sistemas, rotinas e procedimentos
·Ações para mitigação e avaliação de eficácia
·Cultura de gerenciamento e testes de estresse
·Perdas relevantes e concentrações setoriais/geográficas

Disseminação Interna

Comunicação estruturada ao pessoal da IF

Informações sobre o gerenciamento de riscos SAC, com linguagem e grau de informação compatíveis com a área de atuação. Devem incluir:

Políticas
Estratégias
Processos
Limites

Relatório GRSAC

Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticas · publicação anual no site da IF

Conteúdo:

·Governança do gerenciamento dos riscos SAC
·Impactos reais e potenciais (somente S1, S2)
·Processos de gerenciamento (somente S1, S2)
·Indicadores quantitativos
·Oportunidades de negócios associadas a temas SAC
A partir de dez/2026 · informações em dados abertos

DRSAC

Documento de Risco Social, Ambiental e Climático · enviado ao BCB pelas IFs S1–S4

Avaliação dos riscos SAC em operações de crédito e títulos & valores mobiliários, e dos respectivos devedores. Inclui:

Identificação
Setor econômico
Agravantes & mitigadores
Saldo devedor
Avaliação risco social
Avaliação risco ambiental
Avaliação risco climático
Enquadramento PRSAC
Emissão, neutralização e absorção de GEE · localização

Fonte: Resolução CMN n° 4.557, arts 2°, 7°, 8°, 38-F e 56; Resolução BCB n° 139; Resolução BCB n° 151.

04
Seção 04

Métricas
de risco

As métricas representam um dos principais desafios para a gestão efetiva dos riscos SAC. Organizadas em 7 categorias estratégicas.

01

Mapeamento de Exposições

Carteira mapeada por setor e território; geolocalização válida; exposição a setores e áreas ambientalmente sensíveis.

Ponto de partida do risco SAC
02

Risco Físico — Clima & Natureza

Exposição a eventos físicos relevantes; dependências críticas de serviços ecossistêmicos; territórios com degradação ambiental.

Baixa assertividade — área crítica
03

Risco de Transição

Carteira sujeita a embargos e sanções; exposição a setores de alto risco regulatório; operações reestruturadas; greenwashing.

Mais incorporado às práticas
04

Integração à Gestão

Decisões de crédito que incorporam avaliação SAC; limites por setor e território; alçadas; revisão periódica de políticas.

Grau de integração transversal
05

Testes de Estresse

Cobertura da carteira em testes climáticos; impacto estimado em crédito, capital e liquidez; integração de cenários.

Desconexão temporal a superar
06

Governança & Capacidade

Colaboradores treinados em riscos SAC; instâncias especializadas; comitês ou núcleos técnicos dedicados.

Sustenta toda a estrutura
07

Monitoramento Contínuo

Carteira com monitoramento pós-concessão; atualização do mapa institucional; uso de dados ambientais públicos.

Garante dinamismo — não só ex ante
05
Seção 05

Desafios

12 eixos de desafios identificados no Seminário do BCB (jun/2025) para a consolidação do gerenciamento de RSAC.

01Estratégia

Integração à Estratégia

Riscos SAC permanecem tratados de forma paralela, sem influência sobre políticas de crédito, precificação ou planejamento.

02Governança

Definição de Responsabilidades

Fragilidades na definição clara de papéis na alta administração dificultam coordenação e priorização.

03Conceitual

Delimitação do Escopo

Dificuldade na compreensão do escopo da supervisão prudencial SAC, com risco de sobreposição com riscos operacionais.

04Diagnóstico

Mapa Institucional Ausente

Sem diagnóstico claro das exposições, torna-se difícil hierarquizar riscos e definir prioridades.

05Métricas

Mensuração e Indicadores

Riscos de transição estão mais incorporados; riscos físicos permanecem pouco desenvolvidos. Difícil mensurar eventos extremos.

06Natureza

Dependências da Natureza

Dependência de atividades econômicas em serviços ecossistêmicos é dimensão pouco explorada.

07Espacial

Dimensão Espacial

Avaliação de riscos físicos requer geolocalização. Endereços cadastrados frequentemente não correspondem aos ativos.

08Cadeias

Riscos Indiretos

Exposições indiretas em cadeias de valor — incluindo operações transfronteiriças — dificultam o monitoramento contínuo.

09Limites

Limites Pouco Granulares

Ausência de limites granulares dificulta gestão ativa, especialmente em carteiras concentradas setorial ou territorialmente.

10Temporal

Horizontes Temporais

Impactos climáticos se manifestam no longo prazo, enquanto mandatos e incentivos operam no curto prazo.

11Reputação

Mitigação do Greenwashing

Inconsistências entre discurso e prática geram riscos reputacionais, legais e financeiros frequentemente não mensurados.

12Cultura

Da Conscientização à Ação

Transformar reconhecimento conceitual em práticas operacionais consistentes exige liderança, governança e dados.

06
Seção 06

Oportu­nidades

11 oportunidades para o fortalecimento do arcabouço prudencial e o aumento da resiliência das instituições financeiras.

01

Resiliência Institucional

Incorporação dos riscos SAC amplia a capacidade de antecipar vulnerabilidades e preservar solidez diante de choques.

02

Integração com Estratégia

Aproxima a gestão de riscos das decisões estratégicas, informando prioridades setoriais e planejamento.

03

Cultura de Risco

Fortalecimento da governança e cultura de risco orientada à prevenção e visão prospectiva.

04

Mapas de Risco

Organizar informações, hierarquizar exposições e orientar estratégias de mitigação — base para evolução técnica.

05

Análise de Riscos Físicos

Aprofundamento incluindo degradação de ecossistemas amplia compreensão das interdependências clima-natureza.

06

Dimensão Territorial

Geolocalização sistemática cruza exposições com características ambientais — eleva precisão em risco físico.

07

Bases de Dados & Analítica

Crescente disponibilidade de bases públicas e científicas aprimora diagnósticos e indicadores verificáveis.

08

Testes de Estresse

Espaço de inovação: cenários regionalizados, híbridos e baseados em eventos físicos observáveis.

09

Integração Transversal

Incorporação ao gerenciamento de crédito, mercado, liquidez e operacional — captura de efeitos sistêmicos.

10

Processos de Transição

Apoio à estruturação de operações compatibilizando prudência financeira com estratégias de longo prazo.

11

Transparência & Confiança

Padronização de métricas e reportes amplia comparabilidade e reforça credibilidade da agenda prudencial.

07
Seção 07

Passo
a passo

10 iniciativas-chave para a implementação do gerenciamento de RSAC nas instituições financeiras.

01

Mapeamento dos Riscos SAC

Riscos diretos e indiretos em suas dimensões temporais (curto, médio e longo prazos).

02

Identificação das Exposições

Por tipo de operação, setor e localização — cruzamento com bases públicas, geolocalização e análise setorial.

03

Estrutura de Governança

Papéis e responsabilidades bem definidos: participação do CA, comitês e diretoria nas decisões.

04

Políticas e Procedimentos

Diretrizes, instrumentos de controle e planos de ação compatíveis com porte e complexidade.

05

Ferramentas de Avaliação

Formulários por perfil, questionários, matrizes de elegibilidade e classificação por nível de risco SAC.

06

Alçadas de Aprovação

Operações de alto risco analisadas em instâncias superiores, com justificativas e documentação técnica.

07

Comitês Especializados

Instâncias multidisciplinares para analisar riscos SAC e aprovar operações sensíveis.

08

Capacitação & Cultura

Treinamentos contínuos para áreas de negócio, risco, compliance e crédito — cultura de responsabilidade.

09

Monitoramento Contínuo

Métricas, indicadores e sistemas de monitoramento pós-concessão e acompanhamento permanente.

10

Revisão Periódica

Eventos extremos, alterações regulatórias ou mudanças no perfil da carteira devem levar à revisão de estratégias.

Logos institucionais