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Fórum: Instituições Financeiras de Desenvolvimento podem liderar retomada sustentável da economia pós-Covid

26 de abril de 2021 às 18:28
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A edição 2021 do Fórum do Desenvolvimento reúne integrantes de instituições financeiras de todo o mundo para discutir ações que impactam a agenda de futuro e o desenvolvimento sustentável. Organizado pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), o evento começou nesta segunda-feira (26) e debateu os impactos da covid-19 nos mercados financeiros e como os bancos de desenvolvimento e agências de fomento podem contribuir para a recuperação da economia por meio da mobilização de recursos. A Organização das Nações Unidas (ONU), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) e instituições do Sistema Nacional de Fomento, além de especialistas e convidados especiais, participaram do primeiro dia do Fórum.

Durante a palestra de abertura, o presidente da ABDE e do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Sergio Gusmão Suchodolski ressaltou a necessidade da união do sistema de fomento para a criação de um futuro mais sustentável. “Para as instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF) trata-se, mais uma vez, de assumir o compromisso de agir como veículos de transformação, reorientando investimentos em direção à uma economia mais sustentável e inclusiva”.

Já a secretária-geral adjunta da ONU, Amina J. Mohammed, reforçou a importância de medidas em comum para orientar a retomada econômica. Segundo ela, “a covid-19 tornou a Agenda 2030 mais urgente do que nunca. Essa agenda precisa ser a bússola que nos guiará para um futuro mais sustentável e o Brasil pode liberar o caminho para a direção correta ao futuro de toda a humanidade”.

Na mesma direção, o presidente do BNDES, Gustavo Montenzano, destacou a importância dos bancos de desenvolvimento e agências de fomento para socorrer as empresas durante a crise da pandemia. “Nesse momento que o mundo se reposiciona, é importante que os bancos públicos tragam essas reflexões para suas estratégias. Nesse sentido, temos procurado incorporar dentro do BNDES uma atuação diversificada”.

Na palestra magna que abriu o evento, a economista Rebeca Gryspan, secretária-geral Ibero-Americana, e o vice-presidente de Países do BID, Richard Martínez Alvarado, abordaram os desafios dos países da América Latina no combate à covid-19. Para Rebeca, embora a região tenha sido afetada fortemente pela crise, há motivos para otimismo. “Temos razões para pensar que podemos superar essa pandemia, nos movendo na direção de um novo paradigma de crescimento sustentável, isso dependerá do que fizermos e o que o mundo fará. Vamos precisar dos bancos de desenvolvimento e fomento”.

Na sequência, o painel “O papel dos Bancos de Desenvolvimento no mundo em transição” contou com a participação de Sergio Gusmão Suchodolski e Rémy Rioux, presidente da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e do International Development Finance Club (IDFC). Rioux enfatizou o potencial das IFDs para colocar em prática políticas de desenvolvimento sustentável de longo prazo. “Temos que fazer o dever de casa entre os bancos de desenvolvimento. Os governos são nossos acionistas e temos que prestar atenção ao que estamos fazendo”, disse.

A última mesa redonda do dia teve como tema “SNF entre a crise da Covid-19 e a retomada sustentável”. Integrantes do Sebrae, Banco do Brasil, Fomento Paraná e Sicoob apresentaram as ações realizadas para frear os efeitos da pandemia na economia e discutiram os desafios e perspectivas para impulsionar a retomada em bases sustentáveis.

Antes do encerramento do primeiro dia do Fórum, o consultor Sênior da Associação Francesa de Desenvolvimento (AFD), Regis Maradon, apresentou a base de dados dos bancos de desenvolvimento no mundo. Atualmente, são 453 bancos de desenvolvimento espalhados por 150 países, que possuem ativo total de US$ 11,3 trilhões. O Banco de Desenvolvimento da China é o maior do mundo, com ativos de US$ 2,4 trilhões. Os três principais bancos de desenvolvimento da China somam juntos US$ 4 trilhões em ativos.

Transformações geopolíticas em discussão

No segundo dia, terça-feira (27), o Fórum debateu as transformações geopolíticas, a reorganização das cadeias produtivas na economia global e a maior integração e cooperação entre países e regiões para fomentar o desenvolvimento. Confira a cobertura completa: Segundo dia debate a cooperação entre países para fomentar o desenvolvimento sustentável

O Fórum do Desenvolvimento é totalmente on-line, aberto ao público e com inscrições gratuitas. O evento acontece até a próxima sexta-feira (30), com palestras, debates e mesas redonda, que reunirão governos federal e estaduais, Banco Mundial, FMI, OCDE e representantes de instituições financeiras do Sistema Nacional de Fomento e de todo o mundo.

Confira a programação completa e faça sua inscrição pelo site: www.forumdodesenvolvimento.com.br