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BNDES e OCB firmam acordo para aumentar produtividade de cooperativas

18 de fevereiro de 2020 às 14:27
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou, na última quarta-feira (12/2), acordo de cooperação com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), para promoção do acesso das cooperativas às linhas de crédito do banco. O acordo foi assinado durante seminário no Rio de Janeiro, que também celebrou os 20 anos de parceria entre a Cresol e o banco de desenvolvimento. Participaram da cerimônia, os presidentes do BNDES, Gustavo Montezano, da OCB, Márcio Freitas, e da Cresol Confederação, Cledir Magri, o diretor-executivo do Sicredi, Gustavo Freitas, e o diretor do Bancoob e da ABDE, Rubens Rodrigues Filho. O secretário-executivo da Associação, Marco Antonio Lima, realizou uma apresentação sobre o Sistema Nacional de Fomento no evento.

Com vigência de cinco anos, o acordo busca a divulgação permanente e atualizada das políticas e formas de atuação do BNDES, para promover o acesso das cooperativas às suas linhas, e o intercâmbio de informações, para aprimorar o fomento a investimentos que aumentem a produtividade, sustentabilidade e competitividade das cooperativas.

Para o presidente do BNDES, o cooperativismo se alinha aos caminhos da economia moderna. “As relações passam a ser cada vez mais de cooperação, parceria e colaboração do que uma simples relação entre fornecedor e cliente ou empregador e empregado”, ponderou. “É isso que faz uma economia mais eficiente, uma sociedade mais justa e um país mais desenvolvido”.

Montezano ressaltou ainda que as micro, pequenas e médias empresas são, ao lado da infraestrutura, um dos carros-chefes do BNDES. “Ao abrir o BNDES para mais parcerias e para mais colaboração, a gente tem condições de criar muitas soluções melhorar o Brasil, melhorar a capacitação na última milha e melhorar a irrigação de crédito para o micro e pequeno empresário brasileiro”, declarou.

O banco de fomento vê na parceria com a OCB uma forma de obter capilaridade para estar mais presente em cada região brasileira, abrindo novas oportunidades de negócios e acesso a crédito, com geração de emprego, renda e impacto nas economias locais. O acordo se alinha ao plano trienal do BNDES, cujo mapa estratégico destaca o fomento e estruturação de projetos; o fortalecimento do portfólio de produtos e canais de distribuição; a diversificação das fontes de financiamento; e a melhoria da estrutura, processos e relacionamento com foco nas pessoas.

Pelo acordo, a OCB divulgará as formas de apoio oferecidas pelo BNDES aos cooperados e encaminhará ao banco de fomento ou aos seus agentes financeiros credenciados oportunidades de financiamentos. O BNDES, por sua vez, fornecerá à OCB informações, treinamentos e material de divulgação sobre suas formas de apoio.

As duas instituições desenvolverão ações conjuntas para ampliar o conhecimento dos associados do Sistema OCB sobre a atuação do BNDES e melhorar as formas de acesso aos produtos e canais destinados às cooperativas. Foi elaborado um plano de trabalho, que detalha ações em cinco eixos: orientação e capacitação para acesso a crédito; oficinas, cursos e seminários; comunicação e divulgação de produtos; geração de inteligência institucional; e integração com o processo de apoio financeiro do BNDES. Cada partícipe custeará suas próprias ações, não havendo, portanto, transferência de recursos entre eles.

Dados do setor

Estudo da International Co-operative Alliance (ICA), divulgado no ano passado pela OCB, detectou que mais de cem países atuam no cooperativismo, congregando cerca de 1 bilhão de pessoas (um em cada sete habitantes do planeta) e gerando 250 milhões de empregos. Se as 300 maiores cooperativas do mundo fossem um país, seria a 92ª maior economia do mundo.

A OCB atua em todas as regiões do país, reunindo cerca de 12 milhões de associados. Segundo a organização, o cooperativismo de crédito contempla quase 50% do total dos associados ao sistema e 13% do total de empregos. São R$ 87 bilhões em operações de crédito, além de 5.950 postos de atendimento e três agentes financeiros credenciados pelo BNDES (Sicredi, Sistema Cresol e Sicoob).

 

Fonte: Ascom/BNDES