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Banco da Amazônia desenvolve projeto para extrativistas do Marajó

29 de novembro de 2019 às 12:29
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Em uma ação inédita, o Banco da Amazônia, Embrapa e Instituto Conexsus se reuniram, entre os dias 20 e 22 de novembro, para estabelecimento de um projeto de formação de ativadores de crédito rural socioambiental para atuação no arquipélago do Marajó, no estado do Pará. O projeto vai ampliar o acesso a soluções inovadoras de crédito produtivo orientado para os negócios comunitários por extrativistas que fazem manejo florestal sustentável na Amazônia.

A reunião foi realizada na sede do Banco da Amazônia, em Belém, onde estiveram presentes representantes do programa Bem Diverso, projeto que visa contribuir para a conservação da biodiversidade brasileira em paisagens de múltiplos usos por meio do manejo sustentável. Também contou com o coordenador da Associação dos Moradores Agroextrativistas do Assentamento Acutipereira (ASMOGA), Teofro Gomes; e de representantes do Centro de Referência em Manejo de Açaizais no Marajó (MANEJAÍ).

Os ativadores de crédito socioambiental serão agentes que terão como responsabilidade levar o crédito rural do Banco da Amazônia para cadeias de valor da sociobiodiversidade e agricultura sustentável com orientação técnica e financeira, visando o aumento da produtividade e o controle da inadimplência. Esses ativadores poderão ser técnicos de nível médio ou superior ligado às Ciências Agrárias, vinculados às cooperativas, associações ou empresas de prestação de serviços, credenciados via edital que será publicado em breve.

O Instituto Conexsus e o banco farão a seleção, a capacitação, orientação em serviço e o acompanhamento técnico dos ativadores. A remuneração será proporcional ao número de operações contratadas, com adicional, na forma de um bônus, proporcional à inadimplência.

De acordo com o gerente de Pessoas Físicas do Banco da Amazônia, Misael Moreno, esta iniciativa, além de levar o crédito para as comunidades extrativistas, vai promover a educação financeira e a orientação sobre as boas práticas de produção e de comercialização. “Vamos inaugurar um modelo inédito de concessão de crédito rural. Um modelo nunca utilizado por nenhuma outra instituição financeira na Amazônia, que atenderá principalmente as famílias que sobrevivem do extrativismo sustentável. O modelo beneficiará a comunidade não só com crédito, mas também com emprego no local e capacitação”, explicou.

Para o consultor do Instituto Conexsus, João Guadagnin, este projeto de formação dos ativadores de crédito socioambiental vai mudar a realidade de milhares de famílias do Marajó, levando felicidade, adimplência, desenvolvimento, tecnologia de produção. “Estamos firmando vários compromissos como honestidade, boa seleção, redução da inadimplência, melhoria de condição de vida e educação financeira aos povos extrativistas da região”, comentou.

 

Fonte: Ascom/Banco da Amazônia