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Movimento das marés

21 de janeiro de 2021 às 11:35
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O ano de 2020 trouxe a onda da maior pandemia da história recente, mas também outras ondas que provocarão mudanças duradoras nas relações políticas, sociais, científicas e econômicas. Confira a opinião de especialistas de quatro áreas de conhecimento acerca do futuro do novo normal. Por Carmen Nery

Estamos vivenciando a segunda onda da maior pandemia da história recente do mundo, a do novo coronavírus. Enquanto essas palavras são escritas, especialistas sinalizam que, rapidamente, a ideia da onda terá que ser abandonada, pois conviveremos com o vírus ainda por algum tempo, mesmo que a vacina chegue no curto prazo. Ainda que a onda da contaminação pelo novo vírus dê sinais de que vai embora, muito das mudanças por ele causadas ainda serão sentidas para além da crise sanitária gerada pela doença. A rapidez com que a sociedade mundial foi chacoalhada pela Covid-19 trouxe outras ondas a serem sentidas nos mais diversos setores da sociedade, veremos o novo normal alterar as relações sociais, políticas, científicas e econômicas, seja no nível macro, entre as nações, seja no micro, as famílias.

Para entender o novo movimento das marés, com as novas ondas, a Rumos ouviu quatro especialistas, de diferentes campos, que apontaram os possíveis caminhos de futuro deixados pela água na areia. São eles, a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), médica pneumologista, com doutorado pela  Universidade Federal de São Paulo (UFSP), Margareth Dalcolmo; o doutor em Filosofia, mestre em Ciências Políticas, com pós-doutorado pela Columbia University (EUA), e professor no Insper (SP), Fernando Schüler; a professora da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutora em História pela Princeton University (EUA), Paula Vedoveli; e o doutor em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenador de Pesquisa e Incidência em Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil, Jeferson Nascimento.

Se iremos nos acostumar com uma normalidade intermediada pelas tecnologias de comunicação, se iremos permanecer isolados, mas mais produtivos, se iremos depositar ou não mais esperança na ciência, se seremos mais solidários, ou ainda, se trataremos melhor o planeta que nos acolhe, isso só o tempo dirá. O certo, hoje, como apontam os estudiosos ouvidos, é que essa não foi a primeira, nem será a última epidemia a ser enfrentada pela humanidade. Precisamos nos preparar!

Confira abaixo as entrevistas:

Margareth Dalcolmo: “Essa não será a última pandemia”

Fernando Schüler: “A pandemia nos testou no que temos de pior e de melhor na relação com os outros”

Paula Vedoveli: “A maneira como os governos reagem é crucial, inclusive em relação aos custos futuros”

Jeferson Nascimento: “A pandemia ajudou a escancarar a desigualdade, especialmente no Brasil”

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Uma resposta para “Movimento das marés”

  1. Glaci Rohde dos Santos disse:

    O fato de sabermos ,que novas pandemias irão surgir futuramente não é suficiente e sim sabermos o que é estarmos preparados e como encaminhar em todos os âmbitos para que se chegue a consenso comum, para evitar gerar crise ou pânico .
    Muito importante estas entrevistas .

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