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Em dois anos, a capacidade de energia solar no Brasil elevou mais de 10 vezes

9 de maio de 2019 às 12:39
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A capacidade de energia solar no Brasil passou de 0,1% para 1,4% entre os anos de 2016 e 2018. É o que aponta um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado na última terça-feira (07/05). Ainda segundo o estudo, esse aumento quando representado em consumo de eletricidade, projeta para 2027 uma economia de 41 TWh (terawatt-hora).

O Caderno ODS 7 – O que mostra o retrato do Brasil? é um documento que apresenta o diagnóstico sobre o sétimo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, que é o de assegurar energia limpa e acessível para todos, analisando a implementação das metas traças pela Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU), bem como os compromissos de emissões globais do Brasil no Acordo de Paris.

José Mauro de Morais, pesquisador de energias renováveis e de petróleo e gás do Ipea e autor do Caderno ODS 7, disse que a participação percentual da energia solar ainda é pequena, porém mostra que o Brasil está acordando para a sua importância. Se somada a participação das fontes solar e eólica, os dados revelam que a capacidade de geração de energia elétrica dessas duas fontes renováveis já chegou a 10,2% em dezembro de 2018. De acordo com o estudo, por causa desse significativo aumento, as demais fontes de energia diminuíram sua participação relativa, especialmente a capacidade das usinas térmicas que usam combustíveis fósseis.

Energia dos ventos
O país passou do 15º lugar no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica, em 2012, para a 8ª posição em 2017 (GWEC, 2018). Para 2024, foi projetado que a capacidade atingirá 19,042 GW, com base nos investimentos que estão sendo realizados para atender à demanda nos leilões de contratação de energia da Aneel e com as outorgas do mercado livre.

Menos petróleo
Quanto ao combustível total que deve ser poupado em 2027, a projeção é de cerca de 318 mil barris por dia, ou aproximadamente 10% do petróleo produzido no país em 2017, ou seja, o Brasil consumirá 116 milhões de barris de petróleo a menos em 2027.

Emissões de gás
O Brasil é uma das lideranças mundiais quando o assunto são fontes naturais de energia. A participação das renováveis na matriz energética elevou-se de 42,4%, em 2012, para 43,2%, em 2017, posicionando o setor de energia do Brasil como um dos menos intensivos em emissões de carbono do mundo. Isso significa que o país está bem próximo de efetivar o compromisso assumido no Acordo de Paris: alcançar participação de todas as energias renováveis na matriz energética de 45% em 2030.

Fonte: Ipea